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Capacetes brancos preparam novas provocações na Síria, diz enviado russo na ONU

Membros dos Capacetes Brancos estão preparando novas provocações com substâncias tóxicas na Síria, disse o vice-embaixador russo na ONU, Vladimir Safronkov, nesta quarta-feira (24) na reunião do Conselho de Segurança da ONU.
Sputnik

Safronkov observou que os Capacetes Brancos acusariam o governo sírio pelo uso de tais substâncias.

Mais cedo nesta quarta-feira (24), o Major General Viktor Kupchishin, chefe do Centro Russo para a Reconciliação Síria, argumentou que funcionários da mídia estrangeira na província síria de Hama conduziram uma filmagem falsa da "morte" de uma família supostamente devido ao uso de armas químicas pelas tropas sírias.

Em diversas ocasiões, Moscou e Damasco apontaram que os Capacetes Brancos estavam produzindo provocações envolvendo o uso de armas químicas com o objetivo de culpar o governo da Síria e dar aos países ocidentais justificativas para a intervenção no país.
A estratégia de encenar ataques para usá-los como falsa bandeira tem sido usada repetida…

Guarda Revolucionária do Irã promete manter presença 'eficaz' na Síria

Os conselheiros militares do Irã continuarão na Síria enquanto Teerã considerar sua presença "eficaz e útil" e em conformidade com as demandas de Damasco, informou o porta-voz do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica do Irã, brigadeiro-general Ramezan Sharif.


Sputnik

Em uma entrevista ao canal iraniano Press TV, Sharif declarou que, desde o início da crise síria, Teerã tem respeitado as normas internacionais ao apoiar o governo da Síria.


Militares do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (CGRI) marcham durante uma parada militar em homenagem à Guerra Irã-Iraque, de 1980-1988
Militares iranianos © REUTERS / MORTEZA NIKOUBAZL

"Esta crise fabricada foi levada do exterior para instigar a insegurança na Síria e criar uma margem de segurança para o regime israelense", afirmou ele.

Sharif sublinhou também que Israel engana todo o mundo quando se refere ao Irã e acusou Tel Aviv de atuar como "manequim político" na vitrine dos EUA.

Em setembro, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o governo iraniano possuiria um armazém secreto no qual levava adiante o seu programa nuclear, apesar das promessas de transparência feitas no acordo nuclear firmado em 2015.

O chanceler do Irã, Mohammad Javad Zarif, por sua vez, declarou que “Israel é o único regime na região com um programa de armas nucleares secreto e não declarado, incluindo o atual arsenal atômico”.

As tensões entre Israel e o Irã têm aumentado recentemente, com Tel Aviv acusando Teerã de ser aliado de Damasco e de tentar aumentar sua presença militar na Síria. O Irã tem negado repetidamente a presença de suas tropas na Síria, afirmando que apenas enviou seus conselheiros militares para ajudarem o governo sírio no combate aos terroristas.

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