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Defesa do Brasil tem maior gasto com pessoal na década, e investimento militar cai

Despesas com ativos e inativos crescem R$ 7,1 bi em 2019, reflexo de aumento salarial
Por Igor Gielow e Gustavo Patu | Folha de S.Paulo

A previsão de gasto militar para o primeiro ano de governo do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PSL) traz o maior aumento de despesa com pessoal em dez anos e uma redução expressiva do investimento em programas de reequipamento das Forças Armadas.
Não fosse uma criatividade contábil dos militares, que conseguiram recursos com a capitalização de uma estatal para comprar novos navios, a despesa de investimento seria a menor desde 2009.

A Folha analisou a série histórica com a ferramenta de acompanhamento orçamentário Siga Brasil, do Senado. Para este ano, o Ministério da Defesa, ainda na gestão Michel Temer (MDB), planejou gastar R$ 104,2 bilhões, o quarto maior volume da Esplanada.

Desse montante, R$ 81,1 bilhões irão para pessoal, R$ 13,3 bilhões, para gastos correntes (custeio) e R$ 9,8 bilhões, para investimentos. Os valores não incluem o con…

Imprensa aponta obstáculos que Estados Unidos enfrentariam caso guerra se inicie na Europa

Caso na Europa surja uma guerra de grande escala, os militares estadunidenses mal conseguiriam alcançar a zona de conflito, escreve o jornal Defense News.


Sputnik

O autor do artigo, David Larter, sublinha que os EUA já começaram a se preparar para possíveis combates no Velho Continente, onde permanece a "ameaça russa".

Porta-aviões USS Carl Vinson em 15 de abril de 2017
Porta-aviões norte-americano USS Carl Vinson © REUTERS / Sean M. Castellano/Courtesy U.S. Navy

"Mas se a guerra for desencadeada amanhã, os militares dos EUA terão grandes dificuldades em transportar seus tanques, armas pesadas e equipamento", diz a edição.

Segundo o Defense News, hoje em dia os Estados Unidos têm muito menos navios para transportar armas do que na época da Segunda Guerra Mundial. Ao mesmo tempo, GAO, o escritório de contabilidade do Congresso dos EUA, relatou um aumento constante de falhas no equipamento.

Todos os 46 navios da Força de Reserva de Prontidão são velhos e estão se aproximando do fim de seu serviço. Além disso, a Marinha dos EUA tem problemas com o pessoal: os jovens engenheiros não sabem trabalhar com os velhos motores de propulsão a vapor, enquanto os engenheiros sêniores em breve serão aposentados.

Mesmo que consigam deslocar seu contingente à Europa, opina o autor, os EUA enfrentarão outro grande desafio — como sustentar os militares.

"A redução da capacidade de intervenção rápida tem causado alarme em Washington, pois a estrutura de segurança nacional enfrenta a ameaça dupla da China e da Rússia", relata a matéria.

Segundo o capitão aposentado da Marinha dos EUA, Jerry Hendrix, o país "leva a sério" a competição com as grandes potências na área militar. Neste caso, o transporte de material bélico é hoje um "problema estratégico crescente".

"Não temos a capacidade de competir com grandes potências se não tivermos uma força de apoio: trens e navios de logística, dos quais precisamos para sustentar operações de tal escala", concluiu Hendrix.

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