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Empresa chinesa faz peças para F-35? Revelação surge em meio a polêmicas envolvendo Huawei

Em meio à briga contínua entre os EUA e a gigante tecnológica chinesa Huawei, classificada como ameaça à segurança por Washington, verificou-se que uma subsidiária com sede no Reino Unido de uma companhia chinesa fabrica peças para os jatos americanos F-35.
Sputnik

Trata-se da companhia chinesa Exception PCB, com sede no condado britânico de Gloucestershire, que fabrica placas de circuitos que controlam os motores, iluminação, combustível e sistemas de navegação dos caças F-35 – o sistema de armas mais caro já feito.

De acordo com a emissora britânica Sky, citando materiais divulgados pelo Ministério da Defesa do Reino Unido, a empresa que fabrica componentes para os caças da Lockheed Martin foi comprada em 2013 pela companhia chinesa Shenzhen Fastprint, que inclusive já participou da fabricação de caças Eurofighter Typhoon e de helicópteros de ataque Apache.

"A Exception PCB, com sede em Gloucestershire, fabrica placas de circuito impresso que controlam muitas das principais capacid…

Imprensa aponta obstáculos que Estados Unidos enfrentariam caso guerra se inicie na Europa

Caso na Europa surja uma guerra de grande escala, os militares estadunidenses mal conseguiriam alcançar a zona de conflito, escreve o jornal Defense News.


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O autor do artigo, David Larter, sublinha que os EUA já começaram a se preparar para possíveis combates no Velho Continente, onde permanece a "ameaça russa".

Porta-aviões USS Carl Vinson em 15 de abril de 2017
Porta-aviões norte-americano USS Carl Vinson © REUTERS / Sean M. Castellano/Courtesy U.S. Navy

"Mas se a guerra for desencadeada amanhã, os militares dos EUA terão grandes dificuldades em transportar seus tanques, armas pesadas e equipamento", diz a edição.

Segundo o Defense News, hoje em dia os Estados Unidos têm muito menos navios para transportar armas do que na época da Segunda Guerra Mundial. Ao mesmo tempo, GAO, o escritório de contabilidade do Congresso dos EUA, relatou um aumento constante de falhas no equipamento.

Todos os 46 navios da Força de Reserva de Prontidão são velhos e estão se aproximando do fim de seu serviço. Além disso, a Marinha dos EUA tem problemas com o pessoal: os jovens engenheiros não sabem trabalhar com os velhos motores de propulsão a vapor, enquanto os engenheiros sêniores em breve serão aposentados.

Mesmo que consigam deslocar seu contingente à Europa, opina o autor, os EUA enfrentarão outro grande desafio — como sustentar os militares.

"A redução da capacidade de intervenção rápida tem causado alarme em Washington, pois a estrutura de segurança nacional enfrenta a ameaça dupla da China e da Rússia", relata a matéria.

Segundo o capitão aposentado da Marinha dos EUA, Jerry Hendrix, o país "leva a sério" a competição com as grandes potências na área militar. Neste caso, o transporte de material bélico é hoje um "problema estratégico crescente".

"Não temos a capacidade de competir com grandes potências se não tivermos uma força de apoio: trens e navios de logística, dos quais precisamos para sustentar operações de tal escala", concluiu Hendrix.

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