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Defesa do Brasil tem maior gasto com pessoal na década, e investimento militar cai

Despesas com ativos e inativos crescem R$ 7,1 bi em 2019, reflexo de aumento salarial
Por Igor Gielow e Gustavo Patu | Folha de S.Paulo

A previsão de gasto militar para o primeiro ano de governo do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PSL) traz o maior aumento de despesa com pessoal em dez anos e uma redução expressiva do investimento em programas de reequipamento das Forças Armadas.
Não fosse uma criatividade contábil dos militares, que conseguiram recursos com a capitalização de uma estatal para comprar novos navios, a despesa de investimento seria a menor desde 2009.

A Folha analisou a série histórica com a ferramenta de acompanhamento orçamentário Siga Brasil, do Senado. Para este ano, o Ministério da Defesa, ainda na gestão Michel Temer (MDB), planejou gastar R$ 104,2 bilhões, o quarto maior volume da Esplanada.

Desse montante, R$ 81,1 bilhões irão para pessoal, R$ 13,3 bilhões, para gastos correntes (custeio) e R$ 9,8 bilhões, para investimentos. Os valores não incluem o con…

'Inimigo da paz mundial': Evo Morales manda mensagem para Trump

O presidente boliviano, Evo Morales, chamou os Estudos Unidos de país inimigo da paz mundial depois de Trump ter dito querer sair de tratado nuclear histórico que EUA têm com a Rússia.


Sputnik

"Trump ameaça mandar suas tropas para a fronteira com o México, contra milhares de migrantes centro-americanos, depois de anunciar a saída dos EUA do tratado com a Rússia sobre forças nucleares de alcance intermediário. Assim EUA se constituem em inimigos da paz mundial e dos direitos humanos", twittou Morales.


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Evo Morales | Reprodução

Trump foi fortemente criticado pela decisão, que será submetida à aprovação do Congresso dos EUA, pelo ex-líder soviético Mikhail Gorbachev, que assinou o tratado histórico com o então presidente norte-americano Ronald Reagan. O Kremlin chamou a jogada dos EUA de "perigosa".

Na terça-feira (23), o conselheiro de segurança nacional dos EUA, John Bolton, declarou que Washington ainda não tomou uma decisão final sobre a instalação de mísseis norte-americanos na Europa após o recente anúncio quanto ao Tratado INF.

"Estamos muito longe de qualquer decisão sobre esse tipo de pergunta", disse Bolton a repórteres em uma coletiva de imprensa, subsequente ao encontro com o presidente russo, Vladimir Putin, em Moscou.

"O problema é que agora há mísseis da Rússia, que violam INF, na Europa. A ameaça não é a saída americana do Tradado INF, a ameaça é que mísseis russos já estão instalados", acrescentou. "Em uma possibilidade conceptual de universalizar o tratado, sim, isso é algo que pensamos ainda em 2004, e alguns esforços foram empenhados para ver se seria possível estender o tratado […] mas todos falharam", disse Bolton.

Na semana passada, Donald Trump anunciou que os Estados Unidos poderiam vir a se retirar do Tratado INF, porque Moscou estaria violando o acordo. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, refutou as alegações de Trump e enfatizou que a Rússia seria forçada a tomar medidas para se proteger se os Estados Unidos começarem a desenvolver encoberta ou abertamente armas que são proibidas pelo acordo.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou na segunda-feira (22) que Moscou decidirá posicionamento quanto à questão assim que os Estados Unidos fornecerem esclarecimentos oficiais sobre a decisão de Trump, reforçando que quaisquer ações de Washington nessa área serão revidadas.

O Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário foi assinado em 1987, entre o líder norte-americano, Ronald Reagan, e o líder soviético, Mikhail Gorbachev, prevendo a eliminação dos mísseis balísticos e de cruzeiro, tanto nucleares como convencionais, com alcance correspondente a um intervalo entre 500 e 5.500 km.

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