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Empresa chinesa faz peças para F-35? Revelação surge em meio a polêmicas envolvendo Huawei

Em meio à briga contínua entre os EUA e a gigante tecnológica chinesa Huawei, classificada como ameaça à segurança por Washington, verificou-se que uma subsidiária com sede no Reino Unido de uma companhia chinesa fabrica peças para os jatos americanos F-35.
Sputnik

Trata-se da companhia chinesa Exception PCB, com sede no condado britânico de Gloucestershire, que fabrica placas de circuitos que controlam os motores, iluminação, combustível e sistemas de navegação dos caças F-35 – o sistema de armas mais caro já feito.

De acordo com a emissora britânica Sky, citando materiais divulgados pelo Ministério da Defesa do Reino Unido, a empresa que fabrica componentes para os caças da Lockheed Martin foi comprada em 2013 pela companhia chinesa Shenzhen Fastprint, que inclusive já participou da fabricação de caças Eurofighter Typhoon e de helicópteros de ataque Apache.

"A Exception PCB, com sede em Gloucestershire, fabrica placas de circuito impresso que controlam muitas das principais capacid…

Morte de jornalista foi assassinato político, diz Erdogan

Presidente turco aponta indícios de que morte de crítico da monarquia saudita em Istambul teria sido planejada com antecedência e exige saber quem a ordenou. Ele pede ainda que os suspeitos sejam julgados na Turquia.


Deutsch Welle

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmou nesta terça-feira (23/10) que a morte do jornalista saudita Jamal Khashoggi, desaparecido após entrar no consulado da Arábia Saudita em Istambul no início do mês, foi um assassinato político. Ele disse haver fortes indícios de que a ação foi planejada dias antes por autoridades sauditas na própria legação diplomática na metrópole turca.


Presidente turco Recep Tayyip Erdogan durante pronunciamento ao Parlamento sobre o caso Khashoggi
Presidente turco Recep Tayyip Erdogan durante pronunciamento ao Parlamento sobre o caso Khashoggi

Considerado uma das vozes mais críticas da monarquia saudita, Khashoggi, de 60 anos, entrou no consulado de seu país em Istambul no dia 2 de outubro, para obter um documento e teria sido morto no local. Ele residia nos Estados Unidos desde 2017, onde era colaborador do jornal The Washington Post.

Em discurso no Parlamento turco, em Ancara, Erdogan pediu ao rei Salman da Arábia Saudita que os 18 suspeitos presos em Riad por associação ao assassinato do jornalista, entre eles membros dos serviços de segurança sauditas, sejam julgados em Istambul. Para Erdogan, "todos os que tiveram algum papel no assassinato" devem ser punidos, independentemente do grau de hierarquia de quem ordenou o assassinato ou de quem o executou.

O presidente pediu que o caso seja investigado por uma comissão independente e disse que conta com a total cooperação do rei Salman.

Erdogan afirmou ainda que a morte de Khashoggi foi planejada seguindo um itinerário estabelecido por uma equipe saudita enviada a Istambul para essa finalidade. O serviço de vigilância do consulado teria sido desligado propositalmente. "Antes de qualquer coisa, eles removeram o disco rígido de um sistema de câmeras", disse Erdogan.

Ele denunciou ainda que um dublê de corpo de Khashoggi foi utilizado para ludibriar as autoridades de segurança após o assassinato, num claro sinal de que o incidente teria sido planejado.

Erdogan disse que autoridades sauditas começaram a planejar o assassinato no final de setembro, dias antes do desaparecimento do jornalista, contrariando as afirmações do governo saudita de que Khashoggi teria morrido após uma luta corporal dentro do consulado. A Arábia Saudita confirmou a morte de Khashoggi apenas mais de duas semanas após o ocorrido.

O presidente disse que ainda há inúmeras perguntas sem resposta sobre o caso, inclusive sobre quem teria dado a ordem para a equipe, e onde estaria o cadáver. Ele não mencionou o nome do príncipe herdeiro saudita Mohammed Bin Salman, cuja reputação foi abalada após o incidente, com algumas fontes o acusando de estar por trás do assassinato.

O assassinato de Khashoggi gerou críticas até dos aliados mais próximos de Riad. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a afirmar que não estava satisfeito com as explicações dadas pelos sauditas.

Uma megaconferência de investidores planejada por Riad, chamada de "Davos no deserto", ficou marcada por uma série de cancelamentos de personalidades influentes, como a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, além de dezenas de executivos de empresas e instituições financeiras como Goldman Sachs, JP Morgan, entre outros.

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