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EUA podem dobrar contingente militar na América do Sul, diz chefe da inteligência russa

Os EUA podem aumentar seu contingente militar na América Central e do Sul de 20 mil para 40 mil homens, disse o vice-almirante Igor Kostyukov, chefe do Departamento Central de Inteligência (GRU, sigla em russo), do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia.
Sputnik

"Embora na América Latina não haja ameaça militar direta para a segurança dos EUA, Washington tem uma presença militar significativa [na região]. O Comando Conjunto das Forças Armadas dos EUA implantou na América Central e do Sul um contingente de 20 mil militares. No período de ameaças este pode aumentar para 40 mil militares", explicou Kostyukov.


De acordo com ele, os EUA podem provocar uma "revolução colorida" na Nicarágua e Cuba.

"As tecnologias de 'revolução colorida' testadas na Venezuela podem vir a ser usadas em breve na Nicarágua e em Cuba", disse ele.

Segundo Kostyukov, os EUA estão tentando estabelecer o controle total sobre a América Latina.

"A Administração dos EUA considera…

Negociação entre Brasil e EUA envolve base militar, venda de armas e narcotráfico

Setor aeroespacial dos EUA perdeu contratos de US$ 5,4 bilhões com a FAB para renovar frota de caças, em disputa vencida pela Suécia


Roberto Godoy | O Estado de S.Paulo

A pauta de temas de Defesa em discussão entre os Estados Unidos e o Brasil é ampla. Passa pelo acordo para uso da base de lançamento de foguetes espaciais de Alcântara, no Maranhão, mergulha na segurança das reservas oceânicas de óleo do pré-sal e trata de coisas de caráter muito prático, como a repressão ao tráfico de drogas, de armas e de seres humanos nas amplas fronteiras nacionais – incluídos aí os acessos marítimos – além de treinamento de pessoal e ações bilaterais antiterrorismo.

Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro em entrevista ao Jornal Nacional Foto: TV Globo/Reprodução

Os dois países mantêm acordos de cooperação militar desde o fim da 2.ª Guerra, há cerca de 73 anos. Os mecanismos resultam em operações como a recente transferência dos EUA, para os arsenais de artilharia de campanha do Exército brasileiro, de 128 obuses de 155 mm. Usados, os canhões serão modernizados. O primeiro lote de 96 unidades chegou em setembro. O segundo, com 32 peças, será entregue em janeiro. É uma operação rotineira. A administração de Donald Trump quer trabalhar com Jair Bolsonaro para expandir e sofisticar esse entendimento. Além de produtos finais, a indústria americana de equipamentos militares quer negociar sistemas digitais dedicados à Defesa e ao menos parte das tecnologias envolvidas.

Também gostaria de ter participação maior em programas de grande porte, como o da renovação da frota naval – entre os quatro grupos finalistas na escolha do consórcio que construirá quatro novas corvetas para a Marinha não há nenhuma empresa dos Estados Unidos. O valor do contrato é estimado em US$ 1,6 bilhão.

O setor aeroespacial dos EUA ainda não metabolizou bem a perda para a Suécia, em 2013, da encomenda de 36 supersônicos de superioridade aérea para renovação da frota da FAB, uma transação de US$ 5,4 bilhões. A escolha de parceiros franceses e chineses para atender aos programas de satélites também não foi bem assimilada. Jair Bolsonaro pode ser uma via para reverter o rumo dos negócios.

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