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Reino Unido reforçará sua presença militar no Ártico para se opor à Rússia, diz mídia

O ministro da Defesa britânico, Gavin Williamson, disse que o Reino Unido pretende reforçar a presença militar no Ártico para “proteger” o flanco norte da OTAN das ações da Rússia, segundo o diário The Telegraph.
Sputnik

Segundo o jornal, mais de 1.000 fuzileiros navais da Marinha britânica farão treinamentos anuais com colegas noruegueses no âmbito de um programa previsto para dez anos, formando no futuro próximo um novo destacamento, assinalou Williamson durante uma visita à base militar em Bardufoss, na Noruega.


O ministro britânico mencionou também que o Reino Unido enviará no próximo ano para a região do Ártico um avião de patrulha marítima Poseidon P8 para vigiar a atividade crescente dos submarinos russos.

"Queremos melhorar nossas capacidades em condições de temperaturas abaixo de zero, aprendendo com antigos aliados, tais como a Noruega, ou monitorando as ameaças submarinas com nossos aviões Poseidon. Nos manteremos atentos a novos desafios", afirmou Williamson.

O minist…

Noruega pede desculpas a 'garotas alemãs' da Segunda Guerra

Governo lamenta "tratamento vergonhoso" dado a norueguesas que tiveram relações com soldados alemães durante ocupação nazista. Muitas sofreram humilhação pública, e algumas foram expulsas do país.


Deutsch Welle

A Noruega pediu oficialmente desculpas pelo tratamento dado a mulheres norueguesas que sofreram represálias por suas relações íntimas com soldados alemães durante a ocupação do país durante a Segunda Guerra Mundial.


Mulheres norueguesas que tiveram filhos com soldados alemães durante a Segunda Guerra, em foto de abril de 1945
Mulheres norueguesas que tiveram filhos com soldados alemães durante a Segunda Guerra, em foto de abril de 1945

Entre 30 mil e 50 mil norueguesas, comumente apelidadas de "garotas alemãs", estiveram envolvidas com soldados alemães durante o conflito, segundo estimativas do Centro de Estudos do Holocausto e das Minorias da Noruega.

Além da humilhação pública, muitas dessas mulheres foram alvo de represálias promovidas por autoridades após o fim da ocupação nazista, em 1945, incluindo detenções e prisões ilegais, demissões e até mesmo a expulsão do país e a supressão da nacionalidade norueguesa.

"Jovens e mulheres norueguesas que tiveram relações com soldados alemães ou eram suspeitas disso foram vítimas de um tratamento vergonhoso", disse a primeira-ministra da Noruega, Erna Solberg, nesta quarta-feira (17/10).

"Hoje, em nome do governo, quero pedir desculpas", disse a premiê durante um evento em celebração do 70º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU. "Para muitas, isso era apenas um amor adolescente, para outras, o amor de suas vidas com um soldado inimigo ou um flerte inocente que deixou uma marca pelo resto de suas vidas."

Durante a Segunda Guerra, mais de 300 mil soldados alemães ocuparam a Noruega, um país declarado neutro na guerra e que os nazistas invadiram em 9 de abril de 1940. Heinrich Himmler, o comandante da força paramilitar SS, considerava as norueguesas "deusas" e encorajou seus comandados e manter relações com mulheres locais.

Mais de 70 anos após o fim da Segunda Guerra, poucas das mulheres afetadas continuam vivas, e o pedido oficial de desculpas provavelmente não abrirá caminho para reparações financeiras para suas famílias.

"As pessoas diretamente afetadas não estão mais conosco, mas isso também afeta suas famílias e seus filhos", disse Reidar Gabler, filho de uma norueguesa que foi expulsa do país em 1945, juntamente com o marido alemão. "Mesmo que seja tarde, o pedido de desculpas é importante para a história", afirmou em entrevista ao diário norueguês Aftenposten.

O historiador Kare Olsen disse não ter conhecimento de nenhum pedido semelhante de desculpas em outros países europeus, onde mulheres sofreram após o envolvimento com soldados durante a ocupação alemã. Milhares de mulheres francesas foram publicamente censuradas depois da libertação – algumas foram detidas ou executadas em represálias extrajudiciais.

"Na França, por exemplo, essas mulheres foram maltratadas após a libertação, mas foi mais pelas pessoas na rua do que pelas autoridades", explicou Olsen.

Na Dinamarca, historiadores estimam que cerca de 50 mil mulheres tenham se envolvido com membros das forças de ocupação alemãs, mas não houve acusações ou expulsões do país. "Há menos motivos para um pedido oficial de desculpas do que na Noruega", afirmou Anette Waring, professora da Universidade de Roskilde.

Nenhum dos cerca de 28 homens noruegueses casados com mulheres alemãs durante a Segunda Guerra foram expulsos ou tiveram suas nacionalidades cassadas, segundo o historiador Guri Hjeltnes, diretor do Centro de Estudos sobre o Holocausto e Minorias da Noruega.

"Não podemos afirmar que as mulheres que tiveram relações pessoais com soldados alemães estavam ajudando a campanha de guerra alemã", disse Hjeltnes. "Seu único crime foi quebrar as regras não escritas."

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