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Defesa do Brasil tem maior gasto com pessoal na década, e investimento militar cai

Despesas com ativos e inativos crescem R$ 7,1 bi em 2019, reflexo de aumento salarial
Por Igor Gielow e Gustavo Patu | Folha de S.Paulo

A previsão de gasto militar para o primeiro ano de governo do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PSL) traz o maior aumento de despesa com pessoal em dez anos e uma redução expressiva do investimento em programas de reequipamento das Forças Armadas.
Não fosse uma criatividade contábil dos militares, que conseguiram recursos com a capitalização de uma estatal para comprar novos navios, a despesa de investimento seria a menor desde 2009.

A Folha analisou a série histórica com a ferramenta de acompanhamento orçamentário Siga Brasil, do Senado. Para este ano, o Ministério da Defesa, ainda na gestão Michel Temer (MDB), planejou gastar R$ 104,2 bilhões, o quarto maior volume da Esplanada.

Desse montante, R$ 81,1 bilhões irão para pessoal, R$ 13,3 bilhões, para gastos correntes (custeio) e R$ 9,8 bilhões, para investimentos. Os valores não incluem o con…

ONU: Arábia Saudita deve suspender ataques aéreos no Iêmen

O conflito no Iêmen foi destacado por um comitê de direitos humanos da ONU que pediu na quinta-feira à Arábia Saudita que "ponha um fim aos ataques aéreos" contra seu vizinho do sul, em meio a relatos de morte de pelo menos 1.248 crianças desde março de 2015


Pars Today

A recomendação foi dirigida à Arábia Saudita pelo Comitê da ONU sobre os Direitos da Criança, que também emitiu observações finais sobre Benin, El Salvador, República Democrática Popular do Laos, Mauritânia e Níger, informou o site da ONU.

ONU: Arábia Saudita deve suspender ataques aéreos no Iêmen

Cada país é signatário da Convenção sobre os Direitos da Criança, que tem dois Protocolos Opcionais: envolvimento de crianças em conflitos armados e venda de crianças, prostituição infantil e pornografia infantil.

A cada quatro anos, espera-se que os Estados Membros forneçam informações atualizadas às Nações Unidas sobre suas atividades e progressos relacionados a esses acordos internacionais.

Em um comunicado, o painel de 18 membros da ONU observou que a Arábia Saudita estava envolvida no conflito do Iêmen como líder de uma coalizão apoiada internacionalmente "para restaurar a legitimidade" lá.

O país foi dividido por uma guerra devastadora envolvendo o governo internacionalmente reconhecido do presidente Abd Rabbu Mansour Hadi, no sul, e os combatentes da oposição Houthi, que controlam a capital, Sana'a, ao norte, e outros locais importantes.

Representantes sauditas disseram que a coalizão foi “acidentalmente responsável por baixas entre crianças”, observou o Comitê em seu relatório, antes de expressar séria preocupação de que os jovens “continuem sendo as principais vítimas desse conflito” e representava 20% de todos os civis vítimas causadas por ataques aéreos.

De três ataques aéreos em agosto, destacados no relatório da ONU - em 9, 22 e 23 de agosto - foi a greve inicial que provocou uma condenação internacional, depois que pelo menos 21 meninos morreram quando um ônibus em que viajavam foi atingido em Dahyan mercado na província de Saada, no norte do país.

Todas as partes envolvidas no conflito foram responsáveis ​​por ataques a civis, disse o painel da ONU, ressaltando como os alvos incluíam "casas, instalações médicas, escolas, fazendas, eventos matrimoniais, mercados, veículos em áreas lotadas".

Munições de fragmentação foram usadas em alguns desses ataques, disse o Comitê, antes de destacar como o bloqueio naval e aéreo em curso no Iêmen teve "consequências dramáticas" para "muitos milhões de pessoas, incluindo uma alta proporção de crianças".

Entre suas outras preocupações, o painel da ONU observou “a ineficiência” do mecanismo investigativo da coalizão em ataques a “crianças e instalações e espaços freqüentados por crianças” e ressaltou a “falta de independência de seus membros”.

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