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EUA podem dobrar contingente militar na América do Sul, diz chefe da inteligência russa

Os EUA podem aumentar seu contingente militar na América Central e do Sul de 20 mil para 40 mil homens, disse o vice-almirante Igor Kostyukov, chefe do Departamento Central de Inteligência (GRU, sigla em russo), do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia.
Sputnik

"Embora na América Latina não haja ameaça militar direta para a segurança dos EUA, Washington tem uma presença militar significativa [na região]. O Comando Conjunto das Forças Armadas dos EUA implantou na América Central e do Sul um contingente de 20 mil militares. No período de ameaças este pode aumentar para 40 mil militares", explicou Kostyukov.


De acordo com ele, os EUA podem provocar uma "revolução colorida" na Nicarágua e Cuba.

"As tecnologias de 'revolução colorida' testadas na Venezuela podem vir a ser usadas em breve na Nicarágua e em Cuba", disse ele.

Segundo Kostyukov, os EUA estão tentando estabelecer o controle total sobre a América Latina.

"A Administração dos EUA considera…

Pentágono: China é risco significativo e crescente para setor de defesa dos EUA

Um extenso relatório preparado pelo Pentágono e publicado na sexta-feira (5) afirma que a China representa uma ameaça crescente ao fornecimento de materiais e componentes essenciais para o Exército norte-americano.


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O informe com quase 150 páginas, feito por ordem do presidente dos EUA, Donald Trump, detectou cerca de 300 "vulnerabilidades" que poderiam afetar o setor de defesa do país americano.


Uma das importantes descobertas, destacadas pelo texto, é que a China representa "um risco significativo e crescente" para o fornecimento de materiais e tecnologias "considerados estratégicos e fundamentais para a segurança nacional" dos Estados Unidos. Além disso, os riscos enfrentados pela base industrial de fabricação e defesa dos Estados Unidos aumentam ainda mais por causa do "domínio do mercado" por Pequim e sua disposição "de usar o comércio como uma arma de poder brando". Desse modo, os americanos tornam-se dependentes de "um concorrente estratégico para bens, serviços e produtos indispensáveis", detalha o relatório.

A grande preocupação americana é o domínio da China na oferta global de recursos minerais fundamentais para os programas militares de Washington, além do fornecimento de produtos eletrônicos e químicos que são usados nas munições dos EUA.

Para que o problema seja resolvido, o documento lista uma série de recomendações para fortalecer a indústria americana, sugerindo "diversificar a dependência total de fontes de suprimento em relação a países politicamente instáveis que podem cortar o acesso aos Estados Unidos".

O documento surgiu em meio à escalada de tensões sino-americanas em diversas áreas. No setor político, Trump e seu vice-presidente, Mike Pence, acusaram Pequim de interferir nos assuntos internos e no processo eleitoral dos EUA.

Recentemente têm acontecido uma série de incidentes nos mares da China, tal como operações de trânsito de bombardeiros norte-americanos B-52 ou a aproximação hostil entre destróieres de ambos os países.

Tais incidentes acontecem em meio à batalha comercial entre os dois países e às recentes sanções dos EUA contra o complexo militar industrial chinês, além do apoio militar de Washington a Taiwan, considerado por Pequim como parte integrante da China.

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