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Gorbachov chama EUA para retomar diálogo com a Rússia sobre armas nucleares

O último presidente da União Soviética, Mikhail Gorbachov, pediu que os Estados Unidos retomem um "diálogo sério" com a Rússia sobre o problema das armas nucleares e alertou contra as "perigosas tendências destrutivas" na política mundial, em artigo publicado nesta quarta-feira no jornal "Vedomosti".
EFE

Moscou - Após constatar uma ruptura da comunicação entre Moscou e Washington, o ex-líder soviético se dirigiu em particular aos congressistas americanos para pedir que deixem de lado suas diferenças partidárias para facilitar um "diálogo sério" entre ambos os países.


"Estou convencido de que a Rússia está preparada (para o diálogo)", ressaltou Gorbachov, que manifestou preocupação com a suspensão, primeiro pelos EUA e depois pela Rússia, do Tratado de Eliminação dos Mísseis de Médio e Curto Alcance (INF), que ele assinou em 1987 com o então presidente americano, Ronald Reagan.

Gorbachov apontou que por trás da decisão de Washington de deix…

Piloto russo explica detalhes do acidente com caça ucraniano Su-27

A Força Aérea dos Estados Unidos confirmou a participação de um militar norte-americano no acidente com um caça ucraniano Su-27 na região ucraniana de Vinnitsa. O piloto militar russo Vladimir Popov explicou que o acidente poderia ter vitimado um piloto ucraniano e um norte-americano, no caso de um voo com tripulação conjunta.


Sputnik

A Força Aérea dos EUA confirmou que um militar norte-americano esteve implicado no acidente com um caça ucraniano Su-27 na terça-feira (16) na região ucraniana de Vinnitsa, quando realizava um combate simulado durante os exercícios internacionais Clear Sky 2018, segundo o comunicado do serviço de imprensa da entidade.


Su-27 (arquivo)
Sukhoi Su-27 © Sputnik / Anatoly Medved

No entanto, os EUA comentaram que ainda não podiam comprovar a morte do cidadão norte-americano ou seu ferimento. O incidente está sendo investigado agora.

O Promotoria Militar da Ucrânia, por sua vez, declarou que no acidente com o caça Su-27 morreram dois pilotos da aeronave — um oficial da Força Aérea Ucraniana e um militar da Força Aérea da Guarda Nacional dos EUA. Mais tarde, a entidade ucraniana apagou a informação sobre a cidadania das vítimas do acidente.

O comunicado sobre a cidadania dos pilotos mortos foi apagado também no site do Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia. Porém, na manhã da quarta-feira (17), as Forças Armadas da Ucrânia confirmaram a morte do piloto estadunidense.

O nome do piloto ucraniano morto já foi revelado. Segundo comunicou o Estado-Maior ucraniano, é o comandante da tripulação, coronel Ivan Petrenko.

Vladimir Popov, major-general e piloto emérito russo, explicou ao serviço russo da Rádio Sputnik por que o acidente poderia ter vitimado pilotos dos dois países.

"Voos com tripulação conjunta em exercícios internacionais são permitidos e realizados em vários países. São os assim chamados voos de conhecimento nos aviões com direção dupla. Organizam-se para troca de experiência, verificação das capacidades. Tais voos, com certeza, se realizam com permissão do alto comando militar de ambos os países", disse Vladimir Popov.

O piloto russo explicou também o processo de investigação de tais acidentes. Segundo ele, será criada obrigatória e imediatamente uma comissão para investigação do acidente. Tais comissões, regra geral, funcionam no quadro de um grupo de trabalho do país em causa.

Não é de excluir que, neste caso, na comissão estejam presentes alguns representantes dos EUA e participem de algum modo no seu trabalho, opina Vladimir Popov. Caso já tenham sido encontrados os materiais de controle objetivo, ou seja, as caixas pretas, então esses dados permitirão determinar o que aconteceu no voo trágico, explicou o piloto russo.

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