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Defesa do Brasil tem maior gasto com pessoal na década, e investimento militar cai

Despesas com ativos e inativos crescem R$ 7,1 bi em 2019, reflexo de aumento salarial
Por Igor Gielow e Gustavo Patu | Folha de S.Paulo

A previsão de gasto militar para o primeiro ano de governo do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PSL) traz o maior aumento de despesa com pessoal em dez anos e uma redução expressiva do investimento em programas de reequipamento das Forças Armadas.
Não fosse uma criatividade contábil dos militares, que conseguiram recursos com a capitalização de uma estatal para comprar novos navios, a despesa de investimento seria a menor desde 2009.

A Folha analisou a série histórica com a ferramenta de acompanhamento orçamentário Siga Brasil, do Senado. Para este ano, o Ministério da Defesa, ainda na gestão Michel Temer (MDB), planejou gastar R$ 104,2 bilhões, o quarto maior volume da Esplanada.

Desse montante, R$ 81,1 bilhões irão para pessoal, R$ 13,3 bilhões, para gastos correntes (custeio) e R$ 9,8 bilhões, para investimentos. Os valores não incluem o con…

Piloto russo explica detalhes do acidente com caça ucraniano Su-27

A Força Aérea dos Estados Unidos confirmou a participação de um militar norte-americano no acidente com um caça ucraniano Su-27 na região ucraniana de Vinnitsa. O piloto militar russo Vladimir Popov explicou que o acidente poderia ter vitimado um piloto ucraniano e um norte-americano, no caso de um voo com tripulação conjunta.


Sputnik

A Força Aérea dos EUA confirmou que um militar norte-americano esteve implicado no acidente com um caça ucraniano Su-27 na terça-feira (16) na região ucraniana de Vinnitsa, quando realizava um combate simulado durante os exercícios internacionais Clear Sky 2018, segundo o comunicado do serviço de imprensa da entidade.


Su-27 (arquivo)
Sukhoi Su-27 © Sputnik / Anatoly Medved

No entanto, os EUA comentaram que ainda não podiam comprovar a morte do cidadão norte-americano ou seu ferimento. O incidente está sendo investigado agora.

O Promotoria Militar da Ucrânia, por sua vez, declarou que no acidente com o caça Su-27 morreram dois pilotos da aeronave — um oficial da Força Aérea Ucraniana e um militar da Força Aérea da Guarda Nacional dos EUA. Mais tarde, a entidade ucraniana apagou a informação sobre a cidadania das vítimas do acidente.

O comunicado sobre a cidadania dos pilotos mortos foi apagado também no site do Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia. Porém, na manhã da quarta-feira (17), as Forças Armadas da Ucrânia confirmaram a morte do piloto estadunidense.

O nome do piloto ucraniano morto já foi revelado. Segundo comunicou o Estado-Maior ucraniano, é o comandante da tripulação, coronel Ivan Petrenko.

Vladimir Popov, major-general e piloto emérito russo, explicou ao serviço russo da Rádio Sputnik por que o acidente poderia ter vitimado pilotos dos dois países.

"Voos com tripulação conjunta em exercícios internacionais são permitidos e realizados em vários países. São os assim chamados voos de conhecimento nos aviões com direção dupla. Organizam-se para troca de experiência, verificação das capacidades. Tais voos, com certeza, se realizam com permissão do alto comando militar de ambos os países", disse Vladimir Popov.

O piloto russo explicou também o processo de investigação de tais acidentes. Segundo ele, será criada obrigatória e imediatamente uma comissão para investigação do acidente. Tais comissões, regra geral, funcionam no quadro de um grupo de trabalho do país em causa.

Não é de excluir que, neste caso, na comissão estejam presentes alguns representantes dos EUA e participem de algum modo no seu trabalho, opina Vladimir Popov. Caso já tenham sido encontrados os materiais de controle objetivo, ou seja, as caixas pretas, então esses dados permitirão determinar o que aconteceu no voo trágico, explicou o piloto russo.

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