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Como governo Trump esvaziou resolução da ONU contra estupro em guerras

A oposição do presidente americano, Donald Trump, à legalização do aborto levou ao esvaziamento de uma resolução das Nações Unidas contra o uso de violência sexual como arma de guerra.
BBC News Brasil

Os Estados Unidos retiraram todas as referências a "saúde sexual e reprodutiva" do texto, o que, na prática, reduz o peso da resolução. O documento havia sido submetido pela Alemanha ao Conselho de Segurança da ONU. Estados Unidos, China e Rússia ameaçaram vetá-lo, se fosse mantida a redação original.

O governo Trump se opôs às menções à "saúde sexual e reprodutiva" das mulheres, com o argumento de que esse termo indica apoio ao aborto. Uma versão da resolução que exclui essa frase foi aprovada por 13 votos a 0, com abstenções de Rússia e China.

O embaixador da França nas Nações Unidas, François Delattre, criticou a exclusão do trecho, dizendo que a decisão afeta a dignidade das mulheres.

"É intolerável e incompreensível que o Conselho de Segurança da ONU seja incapaz…

Que chances de sobreviver terá frota dos EUA se tentar bloquear Rússia?

Em caso de uma tentativa de bloqueio naval da Rússia, a probabilidade de que os porta-aviões norte-americanos que participem dessa operação sejam afundados será de 88%.


Sputnik

Foi este o cenário traçado pelo portal Voltairenet.org. De acordo com a publicação, Moscou já não teme um ataque dos EUA. Na Síria, a Rússia já demonstrou a supremacia de seu armamento terrestre, podendo fazer frente com eficácia à tentativa de introdução de um bloqueio naval, apontou.

Porta-aviões Ronald Reagan dos EUA perto da península da Coreia
Porta-aviões norte-americano USS Ronald Reagan | CC BY 2.0 / Frota do Pacífico dos EUA

O portal indicou que nos mares Negro e Mediterrâneo tal bloqueio é impossível, já que os novíssimos mísseis hipersônicos russos Kinzhal e Tsirkon são capazes de neutralizar o agrupamento naval dos EUA posicionado no estreito de Gibraltar. Contudo, a situação não será a favor dos EUA se eles tentarem bloquear a Rússia a partir do norte.

"Poderiam os EUA, apoiados pela OTAN, impor um bloqueio naval contra a Rússia no Atlântico e nas regiões do Báltico e do Ártico?", indagou o autor da publicação, respondendo que tal é pouco provável. De acordo com ele, os porta-aviões não poderiam passar pelas águas do Ártico devido ao risco de ficarem presos no gelo. Além disso, as forças dos EUA não terão chances em outras direções setentrionais, acrescentou.

"A Rússia pode atacar com mísseis hipersônicos os navios de superfície da força naval que executariam o bloqueio logo que estes entrem no estreito de Skagerrak, que liga os mares do Norte e Báltico. Além disso, os submarinos nucleares russos, armados com mísseis hipersônicos, são capazes de atacar o grupo naval dos EUA quanto este estiver a 1.000 km do litoral leste do oceano Atlântico, ao sul da Islândia", assinalou.

"Os russos podem também lançar mísseis transportados por bombardeiros de longo alcance Tu-160 e Tu-23M3, caso o grupo naval dos EUA atinja o sul da Groenlândia. Para evitar serem interceptados, a trajetória dos aviões iria passar através do Polo Norte", lê-se na publicação.

Outra questão colocada pelo autor da matéria trata das chances de sobrevivência do grupo naval dos EUA.

"O tempo de reação do Pentágono em caso de ataque com mísseis hipersônicos é muito longo devido à alta velocidade desses mísseis, que rapidamente ficarão na zona de alcance dos sistemas de defesa antiaérea. A probabilidade de eliminação de um porta-aviões por dois tipos de mísseis hipersônicos corresponde a 88%. Quer dizer que de 100 mísseis hipersônicos lançados, 88 romperão a defesa e atingirão os alvos. 
Se forem lançados 11 mísseis hipersônicos russos contra 11 porta-aviões dos EUA, somente 1,3 míssil não irá atingir o alvo. Ou seja, o Pentágono ficará com apenas dois porta-aviões, inclusive com um danificado, depois da primeira salva de mísseis hipersônicos russos. Para a frota dos EUA isso seria uma catástrofe", ressaltou o portal.

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