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Reino Unido reforçará sua presença militar no Ártico para se opor à Rússia, diz mídia

O ministro da Defesa britânico, Gavin Williamson, disse que o Reino Unido pretende reforçar a presença militar no Ártico para “proteger” o flanco norte da OTAN das ações da Rússia, segundo o diário The Telegraph.
Sputnik

Segundo o jornal, mais de 1.000 fuzileiros navais da Marinha britânica farão treinamentos anuais com colegas noruegueses no âmbito de um programa previsto para dez anos, formando no futuro próximo um novo destacamento, assinalou Williamson durante uma visita à base militar em Bardufoss, na Noruega.


O ministro britânico mencionou também que o Reino Unido enviará no próximo ano para a região do Ártico um avião de patrulha marítima Poseidon P8 para vigiar a atividade crescente dos submarinos russos.

"Queremos melhorar nossas capacidades em condições de temperaturas abaixo de zero, aprendendo com antigos aliados, tais como a Noruega, ou monitorando as ameaças submarinas com nossos aviões Poseidon. Nos manteremos atentos a novos desafios", afirmou Williamson.

O minist…

Que chances de sobreviver terá frota dos EUA se tentar bloquear Rússia?

Em caso de uma tentativa de bloqueio naval da Rússia, a probabilidade de que os porta-aviões norte-americanos que participem dessa operação sejam afundados será de 88%.


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Foi este o cenário traçado pelo portal Voltairenet.org. De acordo com a publicação, Moscou já não teme um ataque dos EUA. Na Síria, a Rússia já demonstrou a supremacia de seu armamento terrestre, podendo fazer frente com eficácia à tentativa de introdução de um bloqueio naval, apontou.

Porta-aviões Ronald Reagan dos EUA perto da península da Coreia
Porta-aviões norte-americano USS Ronald Reagan | CC BY 2.0 / Frota do Pacífico dos EUA

O portal indicou que nos mares Negro e Mediterrâneo tal bloqueio é impossível, já que os novíssimos mísseis hipersônicos russos Kinzhal e Tsirkon são capazes de neutralizar o agrupamento naval dos EUA posicionado no estreito de Gibraltar. Contudo, a situação não será a favor dos EUA se eles tentarem bloquear a Rússia a partir do norte.

"Poderiam os EUA, apoiados pela OTAN, impor um bloqueio naval contra a Rússia no Atlântico e nas regiões do Báltico e do Ártico?", indagou o autor da publicação, respondendo que tal é pouco provável. De acordo com ele, os porta-aviões não poderiam passar pelas águas do Ártico devido ao risco de ficarem presos no gelo. Além disso, as forças dos EUA não terão chances em outras direções setentrionais, acrescentou.

"A Rússia pode atacar com mísseis hipersônicos os navios de superfície da força naval que executariam o bloqueio logo que estes entrem no estreito de Skagerrak, que liga os mares do Norte e Báltico. Além disso, os submarinos nucleares russos, armados com mísseis hipersônicos, são capazes de atacar o grupo naval dos EUA quanto este estiver a 1.000 km do litoral leste do oceano Atlântico, ao sul da Islândia", assinalou.

"Os russos podem também lançar mísseis transportados por bombardeiros de longo alcance Tu-160 e Tu-23M3, caso o grupo naval dos EUA atinja o sul da Groenlândia. Para evitar serem interceptados, a trajetória dos aviões iria passar através do Polo Norte", lê-se na publicação.

Outra questão colocada pelo autor da matéria trata das chances de sobrevivência do grupo naval dos EUA.

"O tempo de reação do Pentágono em caso de ataque com mísseis hipersônicos é muito longo devido à alta velocidade desses mísseis, que rapidamente ficarão na zona de alcance dos sistemas de defesa antiaérea. A probabilidade de eliminação de um porta-aviões por dois tipos de mísseis hipersônicos corresponde a 88%. Quer dizer que de 100 mísseis hipersônicos lançados, 88 romperão a defesa e atingirão os alvos. 
Se forem lançados 11 mísseis hipersônicos russos contra 11 porta-aviões dos EUA, somente 1,3 míssil não irá atingir o alvo. Ou seja, o Pentágono ficará com apenas dois porta-aviões, inclusive com um danificado, depois da primeira salva de mísseis hipersônicos russos. Para a frota dos EUA isso seria uma catástrofe", ressaltou o portal.

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