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EUA podem dobrar contingente militar na América do Sul, diz chefe da inteligência russa

Os EUA podem aumentar seu contingente militar na América Central e do Sul de 20 mil para 40 mil homens, disse o vice-almirante Igor Kostyukov, chefe do Departamento Central de Inteligência (GRU, sigla em russo), do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia.
Sputnik

"Embora na América Latina não haja ameaça militar direta para a segurança dos EUA, Washington tem uma presença militar significativa [na região]. O Comando Conjunto das Forças Armadas dos EUA implantou na América Central e do Sul um contingente de 20 mil militares. No período de ameaças este pode aumentar para 40 mil militares", explicou Kostyukov.


De acordo com ele, os EUA podem provocar uma "revolução colorida" na Nicarágua e Cuba.

"As tecnologias de 'revolução colorida' testadas na Venezuela podem vir a ser usadas em breve na Nicarágua e em Cuba", disse ele.

Segundo Kostyukov, os EUA estão tentando estabelecer o controle total sobre a América Latina.

"A Administração dos EUA considera…

Resposta do Irã ao atentado em Ahvaz 'é um sinal para todos os adversários na região'

A mídia informou nesta segunda-feira (1) que o Irã disparou mísseis contra as posições dos organizadores do ataque terrorista na cidade de Ahvaz e suas instalações na margem leste do rio Eufrates, na Síria. Cientista político russo explica que objetivos perseguiu Teerã com a represália.


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Segundo relatos, o ataque resultou em grande número de mortos e feridos entre os terroristas.

Lançamento de mísseis iranianos desde a cidade Kermanshah contra terroristas na margem leste do rio Eufrates na Síria, 1º de outubro de 2018
Lançamento de mísseis iranianos © AP Photo / Sepahnews

Em 22 de setembro, atiradores desconhecidos abriram fogo contra um desfile militar na cidade iraniana de Ahvaz, deixando 28 mortos, entre estes 12 membros do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica do Irã, e mais de 60 feridos.

A responsabilidade pelo atentado foi assumida pelo Movimento Democrático Patriótico Árabe de Ahvaz (Al-Ahvazia), ligado à Arábia Saudita.

O cientista político Nikita Smagin, especialista do Conselho Russo para Assuntos Internacionais, comentou a situação para o serviço russo da Rádio Sputnik.

Para o analista, a resposta do Irã ao atentado era previsível e lógica.

"Por um lado, o Irã está resolvendo as tarefas de sua política interna, ou seja, mostra à população que responde ao ataque. Por outro lado, mostra ao mundo que está pronto a responder a tais golpes. Finalmente, o Irã lembra que tem potencial de mísseis e isso é um sinal para todos os seus adversários na região", opinou Smagin.

O líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, acusou os países da região "apoiados pelos EUA" de serem responsáveis pelo ataque terrorista na cidade de Ahvaz.

O chanceler iraniano, Javad Zarif, também acusou os "patrocinadores regionais do terrorismo e seus senhores norte-americanos" de terem organizado o ataque.

As Forças Armadas iranianas acreditam que os atacantes estejam ligados aos EUA e Israel. A Arábia saudita nega ter estado envolvida no atentado.

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