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EUA: sanções contra Venezuela servem como 'alerta para atores externos, incluindo Rússia'

Na última terça-feira (17), o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, culpou a Rússia e a Venezuela pela crise de refugiados observada no país latino-americano.
Sputnik

O conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, anunciou nesta quarta-feira (17) que os EUA estão impondo uma nova rodada de sanções contra a Venezuela, acrescentando o banco central do país à lista de restrições. 

Segundo o conselheiro de Segurança Nacional, as sanções recém-aplicadas deveriam se tornar um alerta para "todos os atores externos, inclusive a Rússia".

Desde o início da crise política na Venezuela no início deste ano, os EUA impuseram várias rodadas de sanções, visando os setores petrolífero e bancário do país, bem como indivíduos ligados às autoridades do país.

A Venezuela está sofrendo grave crise política desde janeiro. Junto com outros países ocidentais, os EUA apoiam Juan Guaidó, que se proclamou presidente interino da Venezuela. Ao mesmo tempo, Rússia, China e Turquia, entre outros…

Rússia estaria aumentando sua presença no Atlântico? Almirantes russos esclarecem

As forças submarinas da Marinha russa não aumentaram sua presença junto ao litoral do Atlântico Norte e do Ártico, mas apenas reforçaram sua prontidão de combate, segundo os ex-comandantes das frotas russas.


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Foi assim que eles comentaram a declaração do Comandante da Marinha dos EUA na Europa e da África, almirante James Foggo, de que a frota de submarinos da Rússia expandiu sua presença no oceano Atlântico Norte, assim como no Oceano Ártico.


Submarino diesel-elétrico Sankt Peterburg, da Frota do Norte da Rússia
Submarino russo São Petersburgo © Sputnik / Alexei Danichev

De acordo com ele, a Rússia tem mais de 40 submarinos, metade dos quais estão concentrados na Frota do Norte e podem operar tanto no Atlântico Norte quanto no Ártico. O almirante considerou a frota de submarinos russos como poderosa e observou que a Marinha russa está investindo dinheiro na sua modernização.

"Não observo um reforço particular da frota submarina da Rússia junto ao litoral do Atlântico Norte e do Ártico. A Frota do Norte tem um forte agrupamento de forças na área do Atlântico. Segundo fontes abertas, existem cerca de 60 submarinos nucleares e diesel-elétricos na Marinha russa, sendo que a maioria se encontra na Frota do Norte", disse o ex-comandante da Frota do Norte (1999-2001), almirante Vyacheslav Popov.

A mesma opinião é compartilhada pelo ex-comandante da Frota do Báltico russa (2001-2006), almirante Vladimir Valuev. Segundo ele, tanto a Rússia quanto os Estados Unidos estão orientados para um provável "amigo" e um provável "adversário", e tanto nós como os Estados Unidos temos forças submarinas que operam em todas as áreas do Oceano Mundial.

"Não se trata de uma expansão evidente da presença da frota de submarinos russa junto ao litoral do Atlântico Norte e do Ártico, mas podemos falar sobre o reforço da prontidão de combate de nossos navios", disse a fonte da Sputnik.

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