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Como governo Trump esvaziou resolução da ONU contra estupro em guerras

A oposição do presidente americano, Donald Trump, à legalização do aborto levou ao esvaziamento de uma resolução das Nações Unidas contra o uso de violência sexual como arma de guerra.
BBC News Brasil

Os Estados Unidos retiraram todas as referências a "saúde sexual e reprodutiva" do texto, o que, na prática, reduz o peso da resolução. O documento havia sido submetido pela Alemanha ao Conselho de Segurança da ONU. Estados Unidos, China e Rússia ameaçaram vetá-lo, se fosse mantida a redação original.

O governo Trump se opôs às menções à "saúde sexual e reprodutiva" das mulheres, com o argumento de que esse termo indica apoio ao aborto. Uma versão da resolução que exclui essa frase foi aprovada por 13 votos a 0, com abstenções de Rússia e China.

O embaixador da França nas Nações Unidas, François Delattre, criticou a exclusão do trecho, dizendo que a decisão afeta a dignidade das mulheres.

"É intolerável e incompreensível que o Conselho de Segurança da ONU seja incapaz…

Rússia seguirá sua doutrina nuclear, mas destruirá qualquer agressor, diz Kremlin

Porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, explicou a declaração de Vladimir Putin sobre ataque nuclear pronunciada no clube de discussão Valdai em Sochi na semana passada.


Sputnik

Na ocasião o líder russo declarou que a Rússia poderá usar suas armas nucleares só em caso de um ataque de resposta. Ele disse: "O agressor deve saber que a retribuição é inevitável, que será destruído. E nós, vítimas da agressão, iremos ao paraíso como mártires, enquanto eles simplesmente vão morrer, pois nem terão tempo para se arrependerem."


Lançamento do míssil balístico do complexo Iskander-M a partir do polígono de Kapustin Yar, na região russa de Arkhangelsk
Lançamento de míssil balístico russo Iskander-M © Sputnik / Stringer

Segundo o porta-voz de Vladimir Putin, "o discurso não era sobre o paraíso ou sobre quem iria para lá, mas sim sobre, e isso é o importante, que a nível de doutrina a Rússia não se reserva o direito de um ataque preventivo, ou seja, nós não efetuaremos o primeiro ataque. Nós não nos atribuímos o direito de atacar primeiro".

Peskov detalhou em que caso de Moscou se poder decidir pelo ataque nuclear: "Na nossa doutrina está escrito que se, no primeiro caso, o país for atacado com armas nucleares ou, no segundo caso, nosso país for atacado de modo que a existência do nosso Estado seja ameaçada, a Rússia se sentirá no direito de utilizar armas nucleares."

Ele acrescentou que Vladimir Putin disse que a Rússia não vai atacar ninguém primeira.

Vladimir Putin havia comentado, durante o debate realizado pelo Clube Valdai, os conceitos da doutrina nuclear da Rússia. Segundo o presidente russo, a utilização de armamentos nucleares significaria uma catástrofe mundial e Moscou não iria iniciar esse processo, por não considerar a possibilidade de um ataque preventivo.

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