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Prestes a 'ganhar' território do tamanho da Arábia Saudita, Brasil carece de recursos para defesa

A ONU deve ratificar no próximo mês, o pleito brasileiro em estender sua faixa de águas jurisdicionais em pelo menos 2,1 milhões de km², uma área equivalente à extensão da Arábia Saudita. Para especialista ouvido pela Sputnik Brasil, movimento precisa vir acompanhado de modernização da Marinha.
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Como a Sputnik Brasil mostrou em maio, a demanda já dura há pelo menos 30 anos e tem relação com medições técnicas sobre o ponto onde termina o Brasil continental e até onde é lícito explorar as águas do entorno. O mar territorial brasileiro têm atualmente cerca de 12 milhas náuticas (22 quilômetros) na faixa de água e uma zona econômica exclusiva de 200 milhas náuticas (370 quilômetros). Na parte de solo e sub-solo, área na qual o Brasil pleiteia a extensão, há um limite de mais 200 milhas regulamentadas.

Responsável pela proteção da área oceânica, a Marinha brasileira vem desenvolvendo pesquisas na região desde 2004. Os militares já identificaram potencial possibilidade de exploração de …

Tensão crescente: Japão envia blindados ao exterior pela 1ª vez desde Segunda Guerra

As tropas do Japão, que participaram dos exercícios conjuntos com militares dos EUA e das Filipinas em 6 de outubro, usaram veículos blindados no exterior pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial.


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Durante essas manobras, que tiveram lugar em território filipino, a parte japonesa simulou a entrega de apoio humanitário durante uma operação para recuperar uma zona capturada por terroristas. Nessa atividade, 50 soldados japoneses desarmados marcharam atrás de quatro veículos blindados para recolher os supostos feridos das Filipinas e dos EUA.

Tanque durante exercícios militares no Japão
Tanque japonês durante exercício militar © AP Photo / Shizuo Kambayashi

O major japonês Koki Inoue disse que o objetivo das manobras era "aumentar nossa capacidade operacional", bem como "melhorar nossa assistência humanitária e capacitação para o socorro em casos de desastre", e lembrou que o Japão não esteve envolvido em práticas de combate.

Um oficial de comunicações do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, por sua vez, disse à agência AP que esses exercícios "não têm nada a ver" com uma nação ou qualquer exército estrangeiro, mas "estão exclusivamente relacionados ao terrorismo nas Filipinas".

Tensões com a China

No entanto, o jornalista Christopher Woody, do portal Business Insider, observa que essas manobras conjuntas do Japão, EUA e Filipinas ocorrem em meio à crescente tensão entre a China e seus adversários.

Os exercícios foram realizados em uma base naval filipina localizada na ilha de Luzon, a cerca de 200 quilômetros do recife de Scarborough — ilha de Huangyan, segundo os chineses — que Manila disputa com Pequim no mar do Sul da China.

Além disso, eles ocorreram logo depois de uma série de incidentes recentes entre os EUA e a China em águas próximas, como simulações de combates aéreos no mar do Sul da China usando bombardeiros estratégicos B-52 ou o incidente perigoso de aproximação de um navio da Marinha da China a uma embarcação militar dos EUA no mar do Sul da China perto das Ilhas Spratly.

Nesse sentido, Woody lembrou que o Japão também disputa territórios com a China no mar do Sul da China e que sua presença foi uma das razões para que suas forças militares "aumentassem suas capacidades".

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