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General brasileiro em forças dos EUA atrapalha laços com Moscou e Pequim, diz especialista

A decisão do Brasil de enviar um oficial para integrar as Forças Armadas dos Estados Unidos deve atrapalhar as relações do país com importantes aliados, como China e Rússia. A avaliação é do especialista em Relações Internacionais Paulo Velasco, que conversou nesta segunda-feira com a Sputnik sobre esse polêmico assunto.
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Na última semana, se tornou pública no Brasil a notícia de que o país indicará, até o final do ano, um general para assumir um posto no Comando Sul (SouthCom) dos EUA, que cobre América Central, Caribe e América do Sul, provocando controvérsias.


De acordo com o comandante responsável, o almirante Craig Faller, os interesses norte-americanos na região seriam ameaçados por Rússia, China, Irã, Venezuela, Cuba e Nicarágua, países com os quais o Brasil poderá ter relações prejudicadas por conta dessa situação, conforme acredita Velasco, professor adjunto de Política Internacional do Departamento de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (U…

Washington: devemos deixar 'dolorosamente claro' que Irã não igualaria nosso poder militar

Em sua entrevista à revista Foreign Affairs, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, falou sobre o início de uma "campanha de pressão multifacetada" do presidente Donald Trump contra o Irã que, segundo ele, consiste em pressão econômica e dissuasão.


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Pompeo deixou claro que, embora Washington não esteja interessada em desencadear um conflito armado com Teerã, continuará exercitando seus músculos militares.


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Secretário de Estado dos EUA Mike Pompeo | DARREN ORNITZ / REUTERS

"Nós não buscamos uma guerra. Mas devemos deixar dolorosamente claro que a escalada é uma proposta perdida para o Irã; a República Islâmica [do Irã] não pode igualar o poder militar dos EUA, e não temos medo de deixar aos líderes iranianos saberem disso", afirmou Pompeo.

Ele citou Trump dizendo que a pressão de grande escala contra o Irã continuará crescendo se Teerã "não cumprir os padrões que EUA e seus parceiros e aliados — e o próprio povo iraniano — querem ver".

"Os EUA continuarão sua campanha de pressão até que o Irã demonstre mudanças tangíveis e sustentadas em suas políticas. Se o Irã fizer essas mudanças, a possibilidade de um novo acordo abrangente aumentará", disse Pompeo, em referência ao acordo nuclear iraniano conhecido como o Plano Conjunto de Ação Integral (JCPOA), abandonado pelos EUA em maio de 2018.

Pompeo também sublinhou que Trump quer que os aliados e parceiros dos EUA apoiem as ações de Washington quando se trata de manter a campanha de pressão contra o Irã que, segundo ele, já foi bem recebida pelo presidente francês, Emmanuel Macron, e pela chanceler alemã, Angela Merkel.

"Esse acordo alargado sobre a ameaça iraniana não deixa espaço para os países permanecerem ambivalentes sobre se se devem unir ao esforço global para mudar o comportamento do Irã, um esforço que é grande e está aumentando", revelou Pompeo.

Suas declarações foram feitas depois que o chanceler iraniano, Mohammad Javad Zarif, descreveu as sanções anti-iranianas dos EUA como "total desrespeito pelo estado de direito e pelos direitos humanos de todo um povo".

Mais cedo, ele disse que Teerã acredita que "o mundo chegou à conclusão de que os Estados Unidos precisam abandonar seu vício por sanções".

As tensões entre Teerã e Washington aumentaram após Donald Trump ter anunciado a saída unilateral dos EUA do acordo nuclear iraniano em maio e voltado a introduzir sanções contra o Irã. O primeiro pacote de sanções foi aplicado em 7 de agosto, o segundo, afetando a venda de petróleo e produtos petrolíferos, deverá ser introduzido em 4 de novembro.

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