Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

Analista: voos dos EUA perto da Crimeia estão entre as melhores tradições da Guerra Fria

Um avião de patrulha P-8A Poseidon da Marinha dos EUA realizou um voo de reconhecimento no estreito de Kerch, que liga o mar Negro e o mar de Azov, informou previamente a mídia.


Sputnik

O P-8A Poseidon sobrevoou o estreito de Kerch e a península da Crimeia em 6 de novembro, segundo relatou o serviço de monitoramento Plane Radar em sua conta no Twitter.


Avião de reconhecimento dos EUA P-8A Poseidon
Boeing P-8A Poseidon © Sputnik / Aleksei Kudenko

O cientista político Oleg Glazunov expressou sua opinião, em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, sobre esses voos, que remontam à prática adotada na época da Guerra Fria e apenas agravam a situação.

"Se levarmos em conta nossas relações com os Estados Unidos, esses voos, naturalmente, são para fins de reconhecimento. Seu principal objetivo é identificar as unidades de defesa, o nível de proteção e os sistemas de defesa antiaérea. Essa inteligência está entre as melhores tradições da época da Guerra Fria", comentou Glazunov.

Segundo o analista, a política do presidente norte-americano Donald Trump é completamente imprevisível: vai desde a reaproximação com a Rússia até ao confronto completo.

"Isso agrava muito a situação. Nenhum país gosta que tais missões de reconhecimento sejam conduzidas em suas fronteiras, o que geralmente acontece antes de um ataque. Por exemplo, nós não realizamos voos de reconhecimento sobre o território dos Estados Unidos. Somos um país pacífico, mas, dos EUA, podemos esperar qualquer coisa", concluiu.

Comentários

NOTÍCIAS MAIS LIDAS

Postagens mais visitadas