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EUA: sanções contra Venezuela servem como 'alerta para atores externos, incluindo Rússia'

Na última terça-feira (17), o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, culpou a Rússia e a Venezuela pela crise de refugiados observada no país latino-americano.
Sputnik

O conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, anunciou nesta quarta-feira (17) que os EUA estão impondo uma nova rodada de sanções contra a Venezuela, acrescentando o banco central do país à lista de restrições. 

Segundo o conselheiro de Segurança Nacional, as sanções recém-aplicadas deveriam se tornar um alerta para "todos os atores externos, inclusive a Rússia".

Desde o início da crise política na Venezuela no início deste ano, os EUA impuseram várias rodadas de sanções, visando os setores petrolífero e bancário do país, bem como indivíduos ligados às autoridades do país.

A Venezuela está sofrendo grave crise política desde janeiro. Junto com outros países ocidentais, os EUA apoiam Juan Guaidó, que se proclamou presidente interino da Venezuela. Ao mesmo tempo, Rússia, China e Turquia, entre outros…

Chefe da FAO: crise no Iémen é “uma tragédia humana sem precedentes"

Diretor-geral diz que a comunidade internacional não está a conseguir acabar com a fome naquele país; país tem 14 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar; conflito tem agravado condições de vida da população.


ONU

O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação, FAO, José Graziano da Silva, considera que a comunidade internacional não está a conseguir acabar com a fome provocada pela crise no Iémen.


Diretor-geral da FAO considera que a comunidade internacional não está a conseguir acabar com a fome provocada pela crise no Iémen | PMA /Jonathan Dumont

O representante afirmou que esta é “uma tragédia humana sem precedentes", durante um encontro de alto nível realizado esta terça-feira, em Nova Iorque.

Exemplo

Em entrevista à ONU News, o representante explicou que o conflito é uma das principais causas para a atual situação do país.

“Apesar de todo o nosso esforço, apesar da Agenda 2030, pelos três últimos anos vimos aumentar o número de pessoas sofrendo fome no mundo. Isso tem que ver basicamente com dois grandes motivos: o primeiro são os conflitos, os conflitos se intensificaram, se expandiram em regiões como o Iémen, que acho que é o exemplo que nos preocupa mais nesse momento. Mas além dos conflitos também o impacto das mudanças climáticas.”

Insegurança alimentar

De acordo com a FAO, 14 milhões de pessoas estão em risco de grave insegurança alimentar naquele país do Oriente Próximo, incluindo crianças.

O representante lembra que o Iémen é “a prova viva de uma equação apocalíptica: os conflitos e a segurança alimentar andam de mãos dadas e, quando há uma sobreposição de mudanças climáticas e conflitos, a fome aparece no horizonte."

Graziano apresentou o relatório da FAO, do Programa Mundial de Alimentos e do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola que aponta as causas e as implicações do recente aumento da fome ao nível mundial.

Agravamento

A FAO indica que após anos de progresso, o número de pessoas que passam fome tem vindo a crescer nos últimos três anos, subindo para quase 821 milhões em 2017. O número de pessoas nessa situação está agora ao mesmo nível de há uma década.

Os conflitos, como no caso do Iémen, bem como as alterações climáticas e o abrandamento económico são as principais causas deste agravamento.

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