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EUA: sanções contra Venezuela servem como 'alerta para atores externos, incluindo Rússia'

Na última terça-feira (17), o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, culpou a Rússia e a Venezuela pela crise de refugiados observada no país latino-americano.
Sputnik

O conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, anunciou nesta quarta-feira (17) que os EUA estão impondo uma nova rodada de sanções contra a Venezuela, acrescentando o banco central do país à lista de restrições. 

Segundo o conselheiro de Segurança Nacional, as sanções recém-aplicadas deveriam se tornar um alerta para "todos os atores externos, inclusive a Rússia".

Desde o início da crise política na Venezuela no início deste ano, os EUA impuseram várias rodadas de sanções, visando os setores petrolífero e bancário do país, bem como indivíduos ligados às autoridades do país.

A Venezuela está sofrendo grave crise política desde janeiro. Junto com outros países ocidentais, os EUA apoiam Juan Guaidó, que se proclamou presidente interino da Venezuela. Ao mesmo tempo, Rússia, China e Turquia, entre outros…

Chefe do Estado-Maior britânico diz que a Rússia é ameaça maior do que o Daesh

O chefe do Estado-Maior do Reino Unido, Mark Carleton-Smith, disse que a Rússia representa para Londres e seus aliados uma ameaça maior do que os grupos terroristas Daesh e Al-Qaeda, informou o jornal britânico The Telegraph.


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"Sem dúvida, a Rússia representa hoje uma ameaça maior à nossa segurança nacional do que extremistas islâmicos, como a Al-Qaeda ou o Daesh", afirmou Carleton-Smith em entrevista ao jornal.


Lieutenant General Mark Carleton-Smith
Chefe do Estado-Maior do Reino Unido, Mark Carleton-Smith © Foto: Facebook / Ministry of Defence

Ele alegou que a ameaça do Daesh se tornou menos importante desde que seu "califado" foi destruído na Síria e no Iraque, e agora o Reino Unido e seus aliados precisam "se concentrar" na ameaça russa.

"A Rússia está tentando estudar e tirar proveito das vulnerabilidades do Ocidente. Não podemos menosprezar a ameaça que a Rússia representa", declarou.

Segundo Carleton-Smith, o "apoio ao potencial da OTAN e a unidade dos seus países membros" deve ser "a resposta militar tradicional" à Rússia.

O presidente russo Vladimir Putin disse em outubro passado que a Rússia não ameaça ninguém e cumpre rigorosamente todos os seus compromissos relacionados à segurança internacional e ao controle de armas.

No entanto, Putin alertou que Moscou fará todo o necessário para se defender "contra qualquer ameaça potencial".

O líder russo também questionou a própria existência da OTAN após o ano de 1991, quando a União Soviética e o Pacto de Varsóvia se desintegraram.

"Dá a impressão de que a OTAN precisa de um inimigo simplesmente para ter razão de ser, e é por isso que está sempre procurando um adversário ou lançando provocações ao inventar rivais", comentou Putin.

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