Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Capacetes brancos preparam novas provocações na Síria, diz enviado russo na ONU

Membros dos Capacetes Brancos estão preparando novas provocações com substâncias tóxicas na Síria, disse o vice-embaixador russo na ONU, Vladimir Safronkov, nesta quarta-feira (24) na reunião do Conselho de Segurança da ONU.
Sputnik

Safronkov observou que os Capacetes Brancos acusariam o governo sírio pelo uso de tais substâncias.

Mais cedo nesta quarta-feira (24), o Major General Viktor Kupchishin, chefe do Centro Russo para a Reconciliação Síria, argumentou que funcionários da mídia estrangeira na província síria de Hama conduziram uma filmagem falsa da "morte" de uma família supostamente devido ao uso de armas químicas pelas tropas sírias.

Em diversas ocasiões, Moscou e Damasco apontaram que os Capacetes Brancos estavam produzindo provocações envolvendo o uso de armas químicas com o objetivo de culpar o governo da Síria e dar aos países ocidentais justificativas para a intervenção no país.
A estratégia de encenar ataques para usá-los como falsa bandeira tem sido usada repetida…

Departamento de Estado dos EUA diz que Daesh foi criado para 'proteger pessoas' de Assad

Damasco e aliados têm acusado Washington de estar travando uma guerra falsa contra os jihadistas e de estar fornecendo apoio encoberto a terroristas que operam na Síria.


Sputnik

O governo sírio é diretamente responsável pela criação do Daesh [organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países], alegou o representante especial dos Estados Unidos para a Síria, James Jeffrey.


Resultado de imagem para James Jeffrey
James Jeffrey | Reprodução

"O regime sírio produziu o Daesh", afirmou o diplomata americano durante coletiva de imprensa na quarta-feira (14). "As centenas de elementos do Daesh, provavelmente, viram uma oportunidade no colapso total da sociedade civil e na explosão da violência à medida que a população se levantava contra o regime de Assad, e o regime de Assad, ao invés de tentar negociar ou de tentar encontrar qualquer tipo de solução, desencadeou violência maciça contra a sua própria população."

"Isso criou um espaço para o Daesh recrutar pessoas; para proteger pessoas em algum grau, mesmo parecendo irônico, das depredações do regime de Assad; e em pouco tempo, o Daesh tinha um exército de 35.000 soldados e tomou grandes porções de ambos Iraque e Síria", disse Jeffrey.

Posteriormente na mesma coletiva de imprensa, Jeffrey se contradisse ao lembrar que a organização Al-Qaeda (também proibida na Rússia) no Iraque, a precursora direta do Daesh, foi realmente iniciada no Iraque.

"A antecessora do Daesh liderada pelo mesmo líder, [Abu Bakr] al-Baghdadi, a Al-Qaeda no Iraque, foi quase completamente derrotada quando eu estava no Iraque […] Mas foi capaz de se regenerar, porque não havia estratégia duradoura tanto na Síria quanto no Iraque, mas particularmente no Iraque na época, porque é aqui onde estamos focados, para assegurar a derrota duradoura desses elementos", disse o diplomata.

A antecessora do Daesh, a Al-Qaeda no Iraque, foi formada em 2004, logo após a invasão norte-americana ao Iraque, o que levou o país ao caos, enquanto vários grupos terroristas, senhores da guerra e milícias travavam guerrilhas contra a administração central, forças dos EUA e uns aos outros pelo controle territorial.

Nenhuma ajuda dos EUA para a reconstrução

Chamando a Síria de um país "pária", Jeffrey enfatizou que nem Washington nem "a maior parte da comunidade internacional que normalmente fornece fundos para a reconstrução" vão fazer isso "até vermos um bom acordo em progresso" na Síria.

No início deste ano, o presidente sírio, Bashar Assad, estimou que a reconstrução da Síria possa custar até US$ 400 bilhões e levar de 10 a 15 anos para ser concluída.

EUA ficarão na Síria depois da saída do Daesh

Observando que os EUA e seus aliados esperam que os territórios dominados pelo Daesh na Síria sejam enxutos "dentro de alguns meses", Jeffrey admitiu que a presença militar dos EUA também apoia outras metas "secundárias", incluindo conter as supostas "atividades malignas" iranianas e demostrando um interesse dos EUA de "alcançar uma seleção política através de vários caminhos que temos, não apenas diplomáticos, mas também de segurança e militares, por meio de ferramentas econômicas e outros bens que temos e que estamos implantando neste conflito".

Acusando o Irã de "contribuir muito" para a ascensão do Daesh em 2013 e 2014, o diplomata dos EUA disse que qualquer resolução para o conflito exigirá saída da organização terrorista. "Tecnicamente, o governo sírio os convidou para entrar; esperamos que o governo sírio peça para que eles saiam".

Damasco solicitou inúmeras vezes para que as forças dos EUA ponham um fim à permanência ilegal em seu território, e alegou que a missão americana contra o Daesh nunca foi sobre lutar contra terrorismo.

Comentários

NOTÍCIAS MAIS LIDAS

Postagens mais visitadas