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Reino Unido reforçará sua presença militar no Ártico para se opor à Rússia, diz mídia

O ministro da Defesa britânico, Gavin Williamson, disse que o Reino Unido pretende reforçar a presença militar no Ártico para “proteger” o flanco norte da OTAN das ações da Rússia, segundo o diário The Telegraph.
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Segundo o jornal, mais de 1.000 fuzileiros navais da Marinha britânica farão treinamentos anuais com colegas noruegueses no âmbito de um programa previsto para dez anos, formando no futuro próximo um novo destacamento, assinalou Williamson durante uma visita à base militar em Bardufoss, na Noruega.


O ministro britânico mencionou também que o Reino Unido enviará no próximo ano para a região do Ártico um avião de patrulha marítima Poseidon P8 para vigiar a atividade crescente dos submarinos russos.

"Queremos melhorar nossas capacidades em condições de temperaturas abaixo de zero, aprendendo com antigos aliados, tais como a Noruega, ou monitorando as ameaças submarinas com nossos aviões Poseidon. Nos manteremos atentos a novos desafios", afirmou Williamson.

O minist…

Departamento de Estado dos EUA diz que Daesh foi criado para 'proteger pessoas' de Assad

Damasco e aliados têm acusado Washington de estar travando uma guerra falsa contra os jihadistas e de estar fornecendo apoio encoberto a terroristas que operam na Síria.


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O governo sírio é diretamente responsável pela criação do Daesh [organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países], alegou o representante especial dos Estados Unidos para a Síria, James Jeffrey.


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James Jeffrey | Reprodução

"O regime sírio produziu o Daesh", afirmou o diplomata americano durante coletiva de imprensa na quarta-feira (14). "As centenas de elementos do Daesh, provavelmente, viram uma oportunidade no colapso total da sociedade civil e na explosão da violência à medida que a população se levantava contra o regime de Assad, e o regime de Assad, ao invés de tentar negociar ou de tentar encontrar qualquer tipo de solução, desencadeou violência maciça contra a sua própria população."

"Isso criou um espaço para o Daesh recrutar pessoas; para proteger pessoas em algum grau, mesmo parecendo irônico, das depredações do regime de Assad; e em pouco tempo, o Daesh tinha um exército de 35.000 soldados e tomou grandes porções de ambos Iraque e Síria", disse Jeffrey.

Posteriormente na mesma coletiva de imprensa, Jeffrey se contradisse ao lembrar que a organização Al-Qaeda (também proibida na Rússia) no Iraque, a precursora direta do Daesh, foi realmente iniciada no Iraque.

"A antecessora do Daesh liderada pelo mesmo líder, [Abu Bakr] al-Baghdadi, a Al-Qaeda no Iraque, foi quase completamente derrotada quando eu estava no Iraque […] Mas foi capaz de se regenerar, porque não havia estratégia duradoura tanto na Síria quanto no Iraque, mas particularmente no Iraque na época, porque é aqui onde estamos focados, para assegurar a derrota duradoura desses elementos", disse o diplomata.

A antecessora do Daesh, a Al-Qaeda no Iraque, foi formada em 2004, logo após a invasão norte-americana ao Iraque, o que levou o país ao caos, enquanto vários grupos terroristas, senhores da guerra e milícias travavam guerrilhas contra a administração central, forças dos EUA e uns aos outros pelo controle territorial.

Nenhuma ajuda dos EUA para a reconstrução

Chamando a Síria de um país "pária", Jeffrey enfatizou que nem Washington nem "a maior parte da comunidade internacional que normalmente fornece fundos para a reconstrução" vão fazer isso "até vermos um bom acordo em progresso" na Síria.

No início deste ano, o presidente sírio, Bashar Assad, estimou que a reconstrução da Síria possa custar até US$ 400 bilhões e levar de 10 a 15 anos para ser concluída.

EUA ficarão na Síria depois da saída do Daesh

Observando que os EUA e seus aliados esperam que os territórios dominados pelo Daesh na Síria sejam enxutos "dentro de alguns meses", Jeffrey admitiu que a presença militar dos EUA também apoia outras metas "secundárias", incluindo conter as supostas "atividades malignas" iranianas e demostrando um interesse dos EUA de "alcançar uma seleção política através de vários caminhos que temos, não apenas diplomáticos, mas também de segurança e militares, por meio de ferramentas econômicas e outros bens que temos e que estamos implantando neste conflito".

Acusando o Irã de "contribuir muito" para a ascensão do Daesh em 2013 e 2014, o diplomata dos EUA disse que qualquer resolução para o conflito exigirá saída da organização terrorista. "Tecnicamente, o governo sírio os convidou para entrar; esperamos que o governo sírio peça para que eles saiam".

Damasco solicitou inúmeras vezes para que as forças dos EUA ponham um fim à permanência ilegal em seu território, e alegou que a missão americana contra o Daesh nunca foi sobre lutar contra terrorismo.

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