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Gorbachov chama EUA para retomar diálogo com a Rússia sobre armas nucleares

O último presidente da União Soviética, Mikhail Gorbachov, pediu que os Estados Unidos retomem um "diálogo sério" com a Rússia sobre o problema das armas nucleares e alertou contra as "perigosas tendências destrutivas" na política mundial, em artigo publicado nesta quarta-feira no jornal "Vedomosti".
EFE

Moscou - Após constatar uma ruptura da comunicação entre Moscou e Washington, o ex-líder soviético se dirigiu em particular aos congressistas americanos para pedir que deixem de lado suas diferenças partidárias para facilitar um "diálogo sério" entre ambos os países.


"Estou convencido de que a Rússia está preparada (para o diálogo)", ressaltou Gorbachov, que manifestou preocupação com a suspensão, primeiro pelos EUA e depois pela Rússia, do Tratado de Eliminação dos Mísseis de Médio e Curto Alcance (INF), que ele assinou em 1987 com o então presidente americano, Ronald Reagan.

Gorbachov apontou que por trás da decisão de Washington de deix…

Equipe de sauditas limpou provas do caso Khashoggi, afirma jornal turco

Uma equipe de 11 cidadãos sauditas, entre eles um químico e toxicologista, limpou os rastros e eventuais provas do assassinato do jornalista saudita Jamal Khashoggi antes que as autoridades turcas pudessem investigar o caso, apontou nesta segunda-feira o jornal governista turco "Sabah".


EFE

Istambul - Os 11 sauditas chegaram ao aeroporto de Istambul no dia 11 de outubro e se hospedaram em um hotel perto do consulado saudita onde o repórter desapareceu no dia 2 do mesmo mês.


Polícia foerense examina a residência do consul sudita em Istambul. EFE/ Sedat Suna
Polícia foerense examina a residência do consul sudita em Istambul. EFE/ Sedat Suna

O jornal revela a identidade de dois desses cidadãos sauditas, o químico Abdullah Al Janabi e o especialista em toxicologia Khaled Yahya Al Zahrani.

Segundo conclui o jornal "Sabah", os suspeitos visitaram diariamente as dependências do consulado e a residência do cônsul entre 11 e 17 de outubro para desaparecer com as provas do caso.

As autoridades turcas conseguiram acessar ambos recintos diplomáticos em 17 de outubro, pois não obtiveram a permissão de Riad para revistar os edifícios requeridos de acordo com a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas.

A Promotoria turca declarou recentemente que Khashoggi, de 59 anos, foi estrangulado e posteriormente esquartejado no consulado de seu país em Istambul, quando compareceu a esse escritório para obter documentos para poder se casar com sua noiva turca.

O jornalista era esperado no consulado por um comando de 15 agentes sauditas que tinham viajado para Istambul poucas horas antes e retornaram a Riad na mesma noite.

O político turco Yasin Aktay afirmou na sexta-feira ao jornal "Hürriyet" que os assassinos esquartejaram o corpo para poder "dissolvê-lo" em uma substância química e se desfazer do mesmo mais facilmente, um ponto que ainda não foi confirmado oficialmente pela Promotoria.

O presidente turco, Recep Tayip Erdogan, afirmou que seu Governo tem a certeza de que a ordem de matar o repórter dissidente "veio dos mais altos níveis" do poder de Riad.

Em uma coluna publicada na sexta-feira no jornal americano "The Washington Post", Erdogan insistiu que o reino ainda deve responder muitas perguntas sobre o que aconteceu com Khashoggi.

"Sabemos que a ordem de matar Khashoggi veio dos níveis mais altos do governo saudita", escreveu o presidente turco.

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