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Os mísseis russos que se tornaram alvo de disputa entre EUA e Turquia

A Turquia, dona do segundo maior Exército entre os 29 países que compõem a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), está prestes a adquirir mísseis antiaéreos S-400.
BBC News Brasil

Os S-400 são os mísseis "terra-ar" mais avançados do mundo e se tornaram motivo de uma disputa entre Turquia e Estados Unidos que pode ameaçar a aliança militar das potências ocidentais.

Isso porque os S-400 são fabricados na Rússia, o principal rival da organização fundada em 1949 justamente para se opor à então União Soviética.

A insistência da Turquia em adquirir os mísseis russos irritou os Estados Unidos, que encaram a decisão como uma potencial ameaça para seus aviões de combate F-35, também em vias de serem comprados pelos turcos.
Troca de farpas

"Não ficaremos de braços cruzados enquanto os aliados da Otan compram armas dos nossos adversários", advertiu o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, durante um encontro organizado há poucos dias em Washington para celebrar o aniversár…

Erdogan afirma que Turquia não encerrará comércio com Irã após sanções

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, reiterou nesta terça-feira que não interromperá os acordos comerciais com o Irã nem mesmo depois dos seis meses de isenção das sanções que os Estados Unidos restabeleceram contra a República Islâmica desde ontem.


EFE

Istambul - Acabar com a importação de gás iraniano assim que encerrar este período de isenção "nunca esteve na agenda" da Turquia, disse Erdogan ao jornal turco "Hürriyet".


Recep Tayyip Erdogan, em foto de outubro de 2018. EFE/ cedida pelo governo turco
Recep Tayyip Erdogan, em foto de outubro de 2018. EFE/ cedida pelo governo turco

"A nossa posição a respeito das sanções sempre foi muito clara, e sempre dissemos isso com relação ao petróleo. Não há alternativa. Com certeza não vamos aplicar essas sanções", disse o presidente turco.

"Importamos ao ano 10 milhões de metros cúbicos de gás natural (do Irã). Vamos deixar de importá-los e deixar que nossos cidadãos congelem de frio no inverno? Não vamos fazer algo assim, não aceitaremos isso", explicou Erdogan.

"Não nos parecem corretas essas sanções. São um passo para romper com o equilíbrio mundial. Mas o mundo quer viver um processo baseado na paz. Não queremos viver em um mundo imperialista, nem em um mundo com pressões imperialistas. Queremos um mundo no qual as pessoas possam viver em paz, tranquilidade, segurança", frisou Erdogan.

"Vou fazer tudo o que está nas minhas mãos neste assunto. A União Europeia e praticamente todos os países da UE também não consideram positivo o passo que foi dado agora. Todos discordam. Na cúpula de Paris, este tema estará na agenda. Podem haver negociações lá", anunciou Erdogan, em referência à celebração que ocorrerá na capital francesa neste domingo para comemorar o fim da Primeira Guerra Mundial.

O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Mevlüt Çavusoglu, também advertiu hoje aos EUA que "isolar o Irã é perigoso e punir o povo iraniano não é justo".

A Turquia é um dos oito países que ficarão isentos das sanções dos Estados Unidos para continuar importando petróleo iraniano, junto com China, Índia, Itália, Grécia, Japão, Coreia do Sul e Taiwan.

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