Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Os mísseis russos que se tornaram alvo de disputa entre EUA e Turquia

A Turquia, dona do segundo maior Exército entre os 29 países que compõem a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), está prestes a adquirir mísseis antiaéreos S-400.
BBC News Brasil

Os S-400 são os mísseis "terra-ar" mais avançados do mundo e se tornaram motivo de uma disputa entre Turquia e Estados Unidos que pode ameaçar a aliança militar das potências ocidentais.

Isso porque os S-400 são fabricados na Rússia, o principal rival da organização fundada em 1949 justamente para se opor à então União Soviética.

A insistência da Turquia em adquirir os mísseis russos irritou os Estados Unidos, que encaram a decisão como uma potencial ameaça para seus aviões de combate F-35, também em vias de serem comprados pelos turcos.
Troca de farpas

"Não ficaremos de braços cruzados enquanto os aliados da Otan compram armas dos nossos adversários", advertiu o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, durante um encontro organizado há poucos dias em Washington para celebrar o aniversár…

Especialista: 'Abrir base de Alcântara para uso comercial é uma ideia brilhante'

O futuro ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, declarou recentemente que pretende abrir a Base de Lançamentos de Alcântara, no Maranhão, para uso comercial, à semelhança do Kennedy Space Center nos EUA. À Sputnik, especialista explica quais podem ser os resultados desta ação.


Sputnik

A abertura de Alcântara para uso comercial já é bandeira defendida pela Força Aérea Brasileira antes mesmo das eleições. O presidente da Comissão de Implantação de Sistemas Espaciais, brigadeiro Luiz Fernando de Aguiar, já tinha declarado à imprensa em setembro o desejo de alterar a gestão da base por meio de uma nova empresa pública que administraria os contratos. A ideia é resultado de acordos entre Brasil e Estados Unidos, que desde 2017 tentam destravar o uso da base maranhense.


Base de Alcântara, no Maranhão
Base de Alcântara, no Maranhão © Foto : Divulgação/MD

Marcos Pontes declarou que a abertura da Alcântara "não fere a soberania [brasileira] de jeito nenhum". "[Seria] da mesma forma que o Kennedy Space Center faz lançamento de outros países, com equipamentos de outras nações. Podemos fazer aqui a mesma coisa. Existe essa possibilidade e vai ser reestudado tudo isso para termos um centro de lançamento comercial operacional", disse o militar.

Para Oswaldo Loureda, professor de Engenharia Aeroespacial da Uniamérica e coordenador do 1º Congresso Aeroespacial Brasileiro — evento que contou com a participação do futuro ministro —, a proposta de Pontes está "bastante alinhada com o que desejam academia e indústria". Loureda avalia que o uso comercial de bases de lançamento é algo "comum, normal e benéfico" e que poderia trazer novos recursos para a pesquisa espacial brasileira.

"Abrir essa base para lançamentos comerciais é uma ideia brilhante porque pode trazer aumento da frequência de lançamentos, acordos para a ciência e a tecnologia brasileiras, aumentar recursos para nossa pesquisa espacial e aumentar muito a qualidade de vida das pessoas que moram próximo dessa região, porque geraria emprego, desenvolvimento e oportunidades de empreendimento locais", pontua.

A base de Alcântara é considerada uma das melhores localizações geográficas para lançamentos de foguetes no mundo. Devido à proximidade com o Equador, a estrutura permite economizar em até 30% o gasto com combustível de veículos espaciais, tornando-se mais atrativa comercialmente que o Centro Espacial de Kourou, localizado na Guiana Francesa e atualmente utilizado pela Agência Espacial Europeia.

A estrutura no Maranhão, porém, está sem uso para lançamentos desde a rescisão de um acordo fracassado entre Brasil e Ucrânia. Atualmente, trabalham no local cerca de 900 funcionários que desenvolvem pesquisas para as áreas industriais e farmacológicas usando o SB-30, foguete 100% nacional com compartimento para até 400 quilos de carga.

Comentários

NOTÍCIAS MAIS LIDAS

Postagens mais visitadas