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Empresa chinesa faz peças para F-35? Revelação surge em meio a polêmicas envolvendo Huawei

Em meio à briga contínua entre os EUA e a gigante tecnológica chinesa Huawei, classificada como ameaça à segurança por Washington, verificou-se que uma subsidiária com sede no Reino Unido de uma companhia chinesa fabrica peças para os jatos americanos F-35.
Sputnik

Trata-se da companhia chinesa Exception PCB, com sede no condado britânico de Gloucestershire, que fabrica placas de circuitos que controlam os motores, iluminação, combustível e sistemas de navegação dos caças F-35 – o sistema de armas mais caro já feito.

De acordo com a emissora britânica Sky, citando materiais divulgados pelo Ministério da Defesa do Reino Unido, a empresa que fabrica componentes para os caças da Lockheed Martin foi comprada em 2013 pela companhia chinesa Shenzhen Fastprint, que inclusive já participou da fabricação de caças Eurofighter Typhoon e de helicópteros de ataque Apache.

"A Exception PCB, com sede em Gloucestershire, fabrica placas de circuito impresso que controlam muitas das principais capacid…

Especialista estadunidense prevê crise no sistema de controle de armamentos

Laura Holgate, vice-presidente da Iniciativa de Redução de Ameaça Nuclear (NTI, na sigla em inglês) disse que, se a tendência originada pela retirada dos EUA do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário permanecer, o mundo enfrentará uma crise de controle de armamentos dentro de cinco anos.


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"Se a situação se desenvolver nessa direção, presumo que enfrentaremos uma grave crise no campo do controle de armamentos e, posteriormente, de segurança global nos próximos cinco anos", disse ela durante sua palestra no Instituto Estatal de Relações Internacionais de Moscou (MGIMO).


Míssil de cruzeiro Tomahawk
Lançamento de míssil Tomahawk © AP Photo/ John McCutcheon

Segundo Holgate, esse passo dos EUA provocaria uma "série de consequências negativas para os EUA, Rússia, Europa e o mundo em geral". Em particular, a destruição do Tratado INF levaria a um risco de corrida armamentista onerosa e perigosa, o que aumentaria significativamente o risco de acidentes ou erros de cálculo, acarretando uma escalada nuclear".

A especialista também observou que a saída do Tratado INF e possíveis medidas subsequentes de Washington podem não apenas provocar uma resposta de Moscou, mas também fomentar a discordância entre os aliados dos EUA.

"Se os EUA propuserem implantar mísseis de médio alcance na Europa, isso dividiria a OTAN e seria para a Rússia um incentivo para responder com a instalação de seus próprios mísseis", acrescentou.

Anteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que Washington se retiraria do Tratado INF. Segundo ele, os EUA aumentarão seu potencial nuclear até que os demais países "caiam em si", então Washington estará pronto para parar esse processo e começar a reduzir os armamentos. Ele explicou que essa mensagem é dirigida principalmente à China e à Rússia.

Nos últimos anos, Moscou e Washington têm se acusado mutuamente de violar o tratado. A Rússia declarou repetidamente que cumpre rigorosamente todas as suas obrigações. O ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, enfatizou que Moscou tem sérios questionamentos a fazer aos EUA sobre o cumprimento do tratado pelos próprios norte-americanos. Em particular, Moscou aponta que os Estados Unidos estão posicionando sistemas capazes de lançar mísseis de cruzeiro Tomahawk na Polônia e Romênia, o que é proibido pelo tratado. A Rússia também chama a atenção que os EUA estão desenvolvendo drones de ataque e financiam pesquisas sobre criação de um míssil de cruzeiro terrestre.

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