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Análise: Brasil poderia se tornar 'vigilante' dos EUA na América Latina

O presidente norte-americano, Donald Trump, referiu a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN. O analista russo Pavel Feldman avaliou a possibilidade de entrada do Brasil na aliança, bem como que papel poderia desempenhar o Brasil no conflito na Venezuela.
Sputnik

Durante a visita oficial do presidente do Brasil Jair Bolsonaro aos EUA, foram discutidos os assuntos internacionais mais importantes, entre eles a cooperação bilateral entre os EUA e o Brasil e a situação na Venezuela.


Uma das declarações mais sensacionais foi a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN, referida pelo presidente dos EUA Donald Trump.

O vice-diretor do Instituto de Estudos Estratégicos e Prognósticos da Universidade Russa da Amizade dos Povos, Pavel Feldman, revelou em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik que os EUA são apenas um dos países da OTAN, há outros países cuja opinião deveria ser levada em conta nesse assunto.

Segundo ele, se o Brasil aderir à OTAN ele vai desempenhar o papel de vigilante d…

Especialista militar explica estratégia dos EUA: matando os fracos, assustam todo mundo

Os pesquisadores calcularam quantas vidas humanas foram levadas pelas guerras com a participação dos EUA na última década. Washington está gastando valores exorbitantes em conflitos. Mas por que a América precisa disso? O especialista militar Viktor Litovkin tenta responder.


Sputnik

Os EUA gastaram próximo de seis trilhões de dólares (R$ 22,7 trilhões) em menos de duas décadas promovendo guerras, de acordo com Neta Crawford, autora de um estudo na Brown University.


Contingente militar dos EUA no Afeganistão
Militares dos EUA no Afeganistão © AFP 2018 / Ed JONES

De acordo com seus cálculos, de 2001 até o final do ano fiscal de 2019, o país gastou 5,9 trilhões de dólares nos vários conflitos militares.

Além disso, de acordo com o estudo, nas guerras no Afeganistão e no Iraque, bem como durante os combates na Síria e em outros países, conflitos em que os Estados Unidos participaram, morreram 480 mil pessoas, das quais 244 mil são civis. Outros 10 milhões de pessoas se tornaram refugiados.

De acordo com o Pentágono, desde os ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, até o final do ano fiscal de 2018, os gastos dos EUA em operações militares ascendem a 1,7 trilhão de dólares (R$ 6,5 trilhões). Este montante inclui não apenas os custos das guerras no Iraque e no Afeganistão, mas também das operações militares em diversos países, cuja realização o governo justifica com a permissão para combater o terrorismo emitida pela Casa Branca depois dos ataques terroristas de 2001.

Entretanto, as despesas do Departamento de Defesa dos EUA incluem apenas uma fração dos custos da guerra, ressalta Crawford. Se os Estados Unidos continuarem gastando em uma escala semelhante, mesmo que todas as guerras sejam concluídas até 2023, o total das despesas será de 6,7 trilhões de dólares (cerca R$ 25,1 trilhões), sem incluir os juros da dívida, diz o estudo.

A estratégia dos Estados Unidos foi comentada ao serviço russo da Rádio Sputnik por um especialista militar, o coronel aposentado Viktor Litovkin.

"O fato de que eles não vão mudar sua estratégia é óbvio, porque os EUA estão combatendo para serem a 'única cidade brilhando na colina" e, nessa qualidade, controlar o mundo todo. Mas eles combatem na maioria das vezes com países que são militarmente fracos, gastando valores exorbitantes nisso", disse Viktor Litovkin.

Segundo o especialista, os EUA assustam todo mundo, matando e derrotando aqueles países que não podem responder adequadamente. "O ponto principal é que eles, para além disso, estão tentando impor seus valores morais a todos. E os agressores e assassinos não podem ter nenhuns valores morais. Eles demonstram desta forma que não são um exemplo para os outros, mas simplesmente uma ameaça para a humanidade, uma ameaça à vida na Terra", disse ele.

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