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Reino Unido reforçará sua presença militar no Ártico para se opor à Rússia, diz mídia

O ministro da Defesa britânico, Gavin Williamson, disse que o Reino Unido pretende reforçar a presença militar no Ártico para “proteger” o flanco norte da OTAN das ações da Rússia, segundo o diário The Telegraph.
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Segundo o jornal, mais de 1.000 fuzileiros navais da Marinha britânica farão treinamentos anuais com colegas noruegueses no âmbito de um programa previsto para dez anos, formando no futuro próximo um novo destacamento, assinalou Williamson durante uma visita à base militar em Bardufoss, na Noruega.


O ministro britânico mencionou também que o Reino Unido enviará no próximo ano para a região do Ártico um avião de patrulha marítima Poseidon P8 para vigiar a atividade crescente dos submarinos russos.

"Queremos melhorar nossas capacidades em condições de temperaturas abaixo de zero, aprendendo com antigos aliados, tais como a Noruega, ou monitorando as ameaças submarinas com nossos aviões Poseidon. Nos manteremos atentos a novos desafios", afirmou Williamson.

O minist…

EUA alertam contra 'impérios e agressão' no Indo-Pacífico, em alusão à China

O vice-presidente dos EUA, Mike Pence, declarou na quinta-feira (15) durante cúpula de ASEAN que não há lugar para "impérios e agressão" na região do Indo-Pacífico. O comentário se tornou amplamente interpretado como uma referência às ações chinesas.


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Falando na cúpula da ASEAN (Associação de Nações do Sudeste Asiático), o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, não mencionou diretamente a China, mas as suas afirmações foram interpretadas como estando ligadas à crescente presença de Pequim no mar do Sul da China, segundo a mídia.


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Mike Pence | Reprodução

"Tal como vocês, nós procuramos um Indo-Pacífico onde todas as nações, grandes e pequenas, podem prosperar e florescer, estando seguros em nossa soberania, confiantes em nossos valores e crescendo mais fortes juntos. Todos nós estamos de acordo que impérios e agressão não têm lugar no Indo-Pacífico", declarou Pence.

Ele assegurou que os EUA têm procurado promover tal visão, estimulando os investimentos privados na infraestrutura e desenvolvendo um comércio "livre, honesto e recíproco".

Essa afirmação foi feita um dia depois de Pence declarar que a China poderia enfrentar uma guerra fria total com os EUA e seus aliados se não mudasse seu comportamento. Caso Pequim não faça concessões concretas, os EUA estão dispostos a aumentar a pressão econômica, diplomática e política sobre o país, segundo o alto responsável.

Na terça-feira (13), o conselheiro de Segurança da Casa Branca, John Bolton, disse aos jornalistas nos bastidores da cúpula da ASEAN, que Washington é contra os passos militares unilaterais de Pequim no mar do Sul da China e que a intensidade das operações de liberdade de navegação dos EUA nas águas disputadas estava aumentando.

Os incidentes entre navios da China e dos EUA têm se repetido nesta região, tendo um deles tido lugar em outubro. Nessa ocasião, o destróier USS Decatur e o navio de guerra chinês Luyang efetuaram uma aproximação perigosa, obrigando o navio dos EUA a manobrar para evitar a colisão.

Durante os últimos anos, a China tem aumentando a sua presença militar nas águas disputadas, alegando os interesses nacionais de defesa.

As disputas se agravaram em maio, quando o secretário de Defesa dos EUA, James Mattis, assinalou que, apesar da promessa do presidente chinês Xi Jinping de não militarizar as ilhas Spratly, Pequim implantou armas nestas áreas. Pequim, por sua vez, ressaltou que tem direito soberano de enviar tropas para qualquer parte do seu território.

As ilhas Spratly e as ilhas Paracel estão entre os territórios mais disputados. Pequim, Taiwan, Vietnã, Malásia e Filipinas reivindicaram partes das Spratly, enquanto Pequim, Taiwan e Vietnã disputam a soberania sobre as Paracel. A China exerce controle de fato sobre as Paracel desde 1974.

Os EUA há muito que se mostram alarmados com a construção de postos avançados e instalações militares chinesas em ilhas artificiais no mar do Sul da China, mas as ações costumam se restringir a denúncias internacionais e advertências verbais. Entretanto, os navios da Marinha dos EUA realizam operações de "liberdade de navegação" nessas áreas, e os bombardeiros da Força Aérea dos EUA por vezes realizam voos sobre o Mar do Sul da China.

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