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EUA podem dobrar contingente militar na América do Sul, diz chefe da inteligência russa

Os EUA podem aumentar seu contingente militar na América Central e do Sul de 20 mil para 40 mil homens, disse o vice-almirante Igor Kostyukov, chefe do Departamento Central de Inteligência (GRU, sigla em russo), do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia.
Sputnik

"Embora na América Latina não haja ameaça militar direta para a segurança dos EUA, Washington tem uma presença militar significativa [na região]. O Comando Conjunto das Forças Armadas dos EUA implantou na América Central e do Sul um contingente de 20 mil militares. No período de ameaças este pode aumentar para 40 mil militares", explicou Kostyukov.


De acordo com ele, os EUA podem provocar uma "revolução colorida" na Nicarágua e Cuba.

"As tecnologias de 'revolução colorida' testadas na Venezuela podem vir a ser usadas em breve na Nicarágua e em Cuba", disse ele.

Segundo Kostyukov, os EUA estão tentando estabelecer o controle total sobre a América Latina.

"A Administração dos EUA considera…

EUA atingem Irã com novas sanções: saiba tudo sobre o mais recente pacote de restrições

Os Estados Unidos incluíram mais de 700 indivíduos e entidades, incluindo bancos, empresas aéreas e embarcações, na lista de sanções contra o Irã. A informação foi divulgada pelo Departamento do Tesouro em comunicado nesta segunda-feira.


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"Hoje, em sua maior ação de um dia contra o regime iraniano, o Departamento de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro dos EUA sancionou mais de 700 indivíduos, entidades, aeronaves e embarcações", disse o comunicado.


As bandeiras nacionais dos EUA e do Irã
© AP Photo / Carlos Barria

Foi acrescentado que as sanções vão impor "uma pressão financeira sem precedentes sobre o regime iraniano", que permitirá "chegar a um acordo abrangente que impedirá permanentemente o Irã de adquirir armas nucleares e deter o desenvolvimento de mísseis balísticos".

Já o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, em uma entrevista coletiva, informou que os projetos civis de energia nuclear receberam isenções sob as novas sanções ao Irã, incluindo a usina de Bushehr.

Em entrevista coletiva nesta segunda-feira, Pompeo foi questionado perguntado sobre as três isenções emitidas para projetos de energia nuclear civil e se Bushehr era uma delas.

"Há três, Bushehr é uma das três, mas vamos publicar um relatório ficha completa na próxima hora, que todos você poderão ver", disse ele.

Pompeo disse ainda que mais de 20 países já reduziram suas importações de petróleo do Irã, reduzindo as compras em mais de 1 milhão de barris por dia.

O secretário de Estado ressaltou que a continuação dos negócios com o Irã, contornando as sanções, acabará por ser uma decisão "muito mais dolorosa" do que a retirada do mercado iraniano.

“Mais de 20 países reduziram as importações de petróleo bruto a zero [do Irã]. O regime perdeu mais de 2,5 bilhões de dólares em receitas de petróleo desde maio”, acrescentou.

Pompeo destacou, no entanto, os Estados Unidos isentaram oito nações importadoras de petróleo de suas novas sanções contra o setor de energia do Irã, incluindo China, Turquia, Itália e Grécia, entre outros.

"Decidimos emitir exceções temporárias para circunstâncias específicas para um punhado de países responsáveis por circunstâncias específicas e para garantir um mercado de petróleo bem suprido. Os EUA concederão essas isenções à China, Índia, Itália, Grécia, Japão, Coreia do Sul, Taiwan e Turquia", disse Pompeo.

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou em maio que Washington estava se retirando do acordo sobre o programa nuclear com o Irã. Ele também informou sobre a restauração de todas as sanções contra o Irã, incluindo as secundárias, isto é, contra outros países que fazem negócios com o Irã.

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