Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

EUA e Rússia revivem a Guerra Fria no Oriente Médio com duas cúpulas

Reuniões paralelas, na Polônia e na Rússia, representaram a revitalização do rompimento entre as potências sobre o Irã, a guerra na Síria e o conflito entre Israel e a Palestina
Juan Carlos Sanz e María R. Sahuquillo | El País
Sochi / Jerusalém - Em 1991, a Conferência de Madri estabeleceu um modelo para o diálogo multilateral no Oriente Médio após o fim da Guerra Fria, que havia colocado Washington contra Moscou na disputa pela hegemonia em uma região estratégica. Transcorridos mais de 27 anos, dois conclaves paralelos representaram nesta quinta-feira em Varsóvia (Polônia) e Sochi (Rússia) a revitalização do rompimento entre as potências sobre o Irã, a guerra na Síria e o conflito israelo-palestino. Os Estados Unidos e a Rússia, copresidentes em Madri em 1991, já não atuam mais como mediadores para aliviar as tensões e, mais uma vez, assumem um lado entre as partes conflitantes.

No fórum da capital polonesa, a diplomacia dos EUA chegou a um impasse ao reunir mais de 60 países em uma reu…

EUA estariam planejando 'pequena ocupação' do Uruguai durante G20?

Durante a cúpula do G20, os EUA pretendem instalar uma base de operações no território uruguaio para garantir a segurança do evento, que acontecerá em Buenos Aires. Em Montevidéu se ouvem muitas vozes de objeção contra a logística militar do Pentágono.


Sputnik

O deputado uruguaio de esquerda, Eduardo Rubio, declarou em diálogo com a Sputnik que posicionamento de oito aviões e de 400 militares representa de fato uma "pequena ocupação" do Uruguai pelas forças de Washington.


Reprodução

"A verdade é que não nos parece bem transformar Uruguai em uma base de operações militares do imperialismo norte-americano. Tampouco nos parece bem transformar o Uruguai em um alvo: se vierem com tanto poderio militar, é porque há algum problema", afirmou o deputado, acrescentando ser errado colocar Uruguai no meio de um problema que o país nem faz parte.

A polêmica ao redor da presença de tropas estrangeiras durante a cúpula do G20 foi gerada pelo projeto de lei sobre a autorização do ingresso de efetivos dos EUA e potencialmente de outros países de 26 de novembro a 3 de dezembro. Segundo a Constituição uruguaia, para adotar a lei, é necessária aprovação da maioria na Assembleia Geral.

Para Rubio, é triste que "Donald Trump queira usar Uruguai como base de operações do Exército americano", especialmente levando em conta que o país sul-americano não participa da cúpula.

"Estamos simplesmente na vizinhança da Argentina. Se a cúpula é na Argentina, por que não se instalar no seu território?", indagou.

Segundo informações, concedidas pelo governo à Assembleia Geral, em Montevidéu desembarcarão três aeronaves quadrimotoras de reabastecimento aéreo KC-135, dois aviões de transporte e três radares aéreos AWACS para dar "apoio logístico e segurança" à delegação, chefiada por Trump.

O projeto de lei enfrentou crítica de partidos de centro-direita quanto aos defeitos do projeto e à possível ameaça à soberania do país.

Explicando motivos de projeto, o governo alegou "importância da cúpula e curtos prazos para sua realização".

O presidente da Comissão da Defesa do Senado do Uruguai, Javier García, expressou preocupação com autorização da entrada de tropas estrangeiras. Em principio, ele não é contra a entrada de militares dos EUA, mas não está contente com o posicionamento de instalações de outros países sem autorização apropriada.

Eduardo Rubio lembrou que os EUA já posicionaram suas forças no Uruguai em 2007 durante a visita oficial do presidente norte-americano George W. Bush. Uruguai ficou "vários dias ocupado", comentou Rubio, citando palavras do general Victor Licandro.

Comentários

NOTÍCIAS MAIS LIDAS

Postagens mais visitadas