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Reino Unido reforçará sua presença militar no Ártico para se opor à Rússia, diz mídia

O ministro da Defesa britânico, Gavin Williamson, disse que o Reino Unido pretende reforçar a presença militar no Ártico para “proteger” o flanco norte da OTAN das ações da Rússia, segundo o diário The Telegraph.
Sputnik

Segundo o jornal, mais de 1.000 fuzileiros navais da Marinha britânica farão treinamentos anuais com colegas noruegueses no âmbito de um programa previsto para dez anos, formando no futuro próximo um novo destacamento, assinalou Williamson durante uma visita à base militar em Bardufoss, na Noruega.


O ministro britânico mencionou também que o Reino Unido enviará no próximo ano para a região do Ártico um avião de patrulha marítima Poseidon P8 para vigiar a atividade crescente dos submarinos russos.

"Queremos melhorar nossas capacidades em condições de temperaturas abaixo de zero, aprendendo com antigos aliados, tais como a Noruega, ou monitorando as ameaças submarinas com nossos aviões Poseidon. Nos manteremos atentos a novos desafios", afirmou Williamson.

O minist…

Governo britânico é acusado de financiar 'drones assassinos'

O Ministério da Defesa do Reino Unido está sendo acusado de patrocinar tecnologias que permitem a criação de robôs militares autônomos, relata organização britânica.


Sputnik

Apesar das declarações públicas da Grã-Bretanha de não haver nenhum plano de criação de tais veículos aéreos não tripulados, o governo britânico financia ativamente o desenvolvimento de "robôs assassinos", diz o relatório vazado pela organização britânica não governamental Drone Wars, que visa acabar com o uso de drones armados.


Drone Taranis (imagem de arquivo)
Drone Taranis © Foto : BAE Systems

Há dois anos, acadêmicos no Canadá e na Austrália pediram a proibição preventiva do desenvolvimento e uso de robótica autônoma letal, um movimento que se tornou parte da Campanha para Parar Robôs Assassinos.

Peter Burt, autor do relatório "Off The Leash: O Desenvolvimento de Drones Militares Autônomos no Reino Unido", afirma que a Grã-Bretanha está dando dinheiro especificamente para a criação do drone Taranis, bem como a dezenas de outros programas de pesquisa similares para fins militares.

Segundo o relatório, o drone Taranis, desenvolvido pela BAE Systems e pelo Ministério da Defesa do Reino Unido, é capaz de voar autonomamente, traçar rotas e localizar alvos. O valor do projeto é estimado em 200 milhões de libras esterlinas (R$ 986 milhões).

Burt cita que o veículo não tripulado em questão tem "capacidades autônomas avançadas", argumentando que "o desenvolvimento de verdadeiros drones autônomos letais se torna, assim, uma possibilidade real".

"O governo deveria apoiar iniciativas internacionais para prevenir o desenvolvimento e uso de armas totalmente autônomas e deveria estar investigando o enorme potencial da inteligência artificial para identificar potenciais áreas de conflito e prevenir guerras antes que elas comecem", sublinhou.

Um porta-voz anônimo da Defesa da Grã-Bretanha, citado pelo Independent, nega as alegações sobre os planos do governo britânico de criar esses sistemas, declarando que suas armas sempre estarão "sob controle humano como uma garantia absoluta de supervisão, autoridade e responsabilidade".

Em 2017, durante conferência em Lisboa, o proeminente físico britânico Stephen Hawking citou especificamente o advento de poderosas armas autônomas, advertindo que, se não forem usadas adequadamente, a inteligência artificial "poderia ser o pior acontecimento da história da nossa civilização".

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