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Capacetes brancos preparam novas provocações na Síria, diz enviado russo na ONU

Membros dos Capacetes Brancos estão preparando novas provocações com substâncias tóxicas na Síria, disse o vice-embaixador russo na ONU, Vladimir Safronkov, nesta quarta-feira (24) na reunião do Conselho de Segurança da ONU.
Sputnik

Safronkov observou que os Capacetes Brancos acusariam o governo sírio pelo uso de tais substâncias.

Mais cedo nesta quarta-feira (24), o Major General Viktor Kupchishin, chefe do Centro Russo para a Reconciliação Síria, argumentou que funcionários da mídia estrangeira na província síria de Hama conduziram uma filmagem falsa da "morte" de uma família supostamente devido ao uso de armas químicas pelas tropas sírias.

Em diversas ocasiões, Moscou e Damasco apontaram que os Capacetes Brancos estavam produzindo provocações envolvendo o uso de armas químicas com o objetivo de culpar o governo da Síria e dar aos países ocidentais justificativas para a intervenção no país.
A estratégia de encenar ataques para usá-los como falsa bandeira tem sido usada repetida…

Guterres fala dos 100 anos do fim da Primeira Guerra Mundial destacando importância do multilateralismo

Secretário-geral quer trabalho entre países inclusivo e em rede; chefe da ONU declarou ainda que devem ser levadas em conta as lições do grande conflito para as ameaças do presente e do futuro.


ONU

O Conselho de Segurança debate esta sexta-feira a importância de reforçar o multilateralismo e o papel das Nações Unidas.


António Guterres fala no Conselho de Segurança | Foto ONU/Manuel Elias

Falando na sessão, o secretário-geral lembrou que o evento acontece dias antes do centenário do fim da Primeira Guerra Mundial, a qual chamou de “uma tragédia colossal e um prenúncio assustador de décadas sangrentas”.

Líderes

Guterres participa no domingo nas cerimônias em Paris que marcam os 100 anos do armistício com mais de uma centena líderes mundiais.

O chefe da ONU lembrou que a Europa era multipolar nessa época, mas declarou que isso não chegava para manter a violência sob controle. Ele acrescentou que sem mecanismos de solução de problemas internacionais, a guerra estourou e durou anos.

Guterres disse que somente depois do “cataclismo global” da Segunda Guerra Mundial foram acionados os acordos multilaterais conhecidos atualmente.

Esses instrumentos internacionais têm um “histórico comprovado em salvar vidas, gerando progresso econômico e social e evitando uma terceira guerra mundial.”

Multilateralismo

Para o chefe da ONU, é preciso haver “novas formas de cooperação com outras organizações internacionais e regionais, o que chamou de um multilateralismo em rede”.

Como outro requisito, ele destacou um multilateralismo inclusivo que definiu como “laços mais estreitos com a sociedade civil e outras partes interessadas”.

Para o secretário-geral, o Conselho de Segurança tem um papel central na demonstração do valor da cooperação internacional.

Ele citou crises na Síria, no processo de paz no Oriente Médio e em outros lugares que “abalaram a fé popular no potencial da comunidade internacional para fornecer soluções”.

Globalização

O secretário-geral pediu que sejam superadas as divisões no órgão e que se abracem as agendas de prevenção e construção da paz e se use a mediação e os outros instrumentos para a resolução de litígios através de meios pacíficos.

Guterres pediu ainda mais diplomacia, investimentos em prol de uma globalização justa e pediu que não haja espaço para “demonizar minorias, migrantes e refugiados, ou para reprimir a diversidade que enriquece as sociedades”.

O secretário-geral disse ainda que devem ser tiradas lições da Primeira Guerra Mundial, e se reforçar a prática multilateral para as provas e as ameaças do presente e do futuro.

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