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Capacetes brancos preparam novas provocações na Síria, diz enviado russo na ONU

Membros dos Capacetes Brancos estão preparando novas provocações com substâncias tóxicas na Síria, disse o vice-embaixador russo na ONU, Vladimir Safronkov, nesta quarta-feira (24) na reunião do Conselho de Segurança da ONU.
Sputnik

Safronkov observou que os Capacetes Brancos acusariam o governo sírio pelo uso de tais substâncias.

Mais cedo nesta quarta-feira (24), o Major General Viktor Kupchishin, chefe do Centro Russo para a Reconciliação Síria, argumentou que funcionários da mídia estrangeira na província síria de Hama conduziram uma filmagem falsa da "morte" de uma família supostamente devido ao uso de armas químicas pelas tropas sírias.

Em diversas ocasiões, Moscou e Damasco apontaram que os Capacetes Brancos estavam produzindo provocações envolvendo o uso de armas químicas com o objetivo de culpar o governo da Síria e dar aos países ocidentais justificativas para a intervenção no país.
A estratégia de encenar ataques para usá-los como falsa bandeira tem sido usada repetida…

Irã responde às sanções dos EUA com venda de petróleo na bolsa de valores

Às vésperas de sofrer a segunda rodada de sanções impostas pelos EUA, o Irã iniciou negociações de contratos futuros de petróleo, oferecendo 1 milhão de barris de petróleo leve aos compradores no primeiro dia.


Sputnik

A demanda foi de 350 mil barris, mas a bolsa indica que foram vendidos 280 mil barris, sendo 20% das transações realizadas em rials iranianos e 80% em moeda estrangeira. O preço médio da transação foi de US$ 74,85 (R$ 281,3) por barril. A data das entregas não foi especificada. As vantagens da bolsa de valores em termos de sanções são que os compradores finais podem comprar o petróleo através de corretores intermediários e não diretamente da Companhia Nacional Iraniana de Petróleo.


Refinaria de petróleo ao sul de Teerã, capital do Irã
Refinaria de petróleo no Irã © AP Photo / Vahid Salemi

Manouchehr Takin, especialista no setor de petróleo e gás, explicou à Sputnik Persa o quanto esse mecanismo de compra de petróleo do Irã pode funcionar a despeito das recentes sanções dos EUA.

Takin observa que os compradores de petróleo iraniano na bolsa de valores podem enfrentar várias dificuldades e, em última análise, podem ficar sujeitos a sanções norte-americanas, já que todas as cargas e navios no golfo Pérsico são rastreados.

"O transporte de petróleo é controlado a partir de satélite para que, em caso de surgirem circunstâncias imprevistas, seja possível rastear a posição do navio. Nos petroleiros também estão instalados instrumentos e dispositivos de navegação que ajudam a determinar a localização da embarcação. Assim, as autoridades dos EUA, buscando cortar as exportações de petróleo do Irã, estão rastreando o local da chegada dos petroleiros que partem de Khark. Surge uma pergunta: como os vendedores venderão o petróleo?", disse Takin.

Segundo ele, se o petroleiro chegar à Índia, Malásia ou outro país e começar a descarregar o petróleo, os EUA pressionarão esses países para que não comprem petróleo iraniano, caso contrário, serão sujeitos a sanções dos EUA.

"A China é um dos importadores do petróleo iraniano. Ela está pronta para comprar petróleo do Irã e não tem medo das sanções e ameaças dos EUA. No entanto, existe um problema, e esse problema – o perigo das sanções norte-americanas – afetará não apenas a Companhia Nacional Iraniana de Petróleo, mas também os compradores de petróleo iraniano", explica o analista.

Para ele, outro problema para os compradores de petróleo do Irã na bolsa de valores será a questão das transações, dadas as sanções dos EUA contra o setor bancário iraniano.

"Além disso, há o problema dos pagamentos […] A questão é como os compradores dos 280 mil barris de petróleo iraniano irão exportá-lo e como as transferências [de dinheiro] serão realizadas", concluiu.

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