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Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

Israel teria tentado 'eliminar' S-300 russos durante treinos com Grécia

Os jogos de guerra entre as forças aéreas israelense e grega duraram 12 dias e contaram com a participação de quatro esquadrões de caças F-16I de Israel, que "treinaram diversos cenários", de acordo com o jornal Jerusalem Post.


Sputnik

Durante os exercícios aéreos recentes com a Grécia, a Força Aérea israelense (FAI) pôde treinar especificamente o combate contra sistemas de mísseis terra-ar S-300, alega um usuário do Twitter apelidado de Rambo.


Israel, Greece drill air forces as Syria builds up arms
F-16 israelenses | REUTERS/BAZ RATNER

Seus comentários vieram depois do término do que os militares israelenses consideraram como "um dos maiores exercícios de caças realizados pela FAI no exterior em 2018".

O Jerusalem Post, por sua vez, relatou que as forças aéreas dos dois países "praticaram combates aéreos simulados, bombardeamentos do solo e voos em ambientes ameaçados por sistema avançados de mísseis terra-ar", em uma aparente referência às baterias de S-300 russas.

No início de novembro, o jornal Al-Masdar News citou uma fonte anônima militar de Damasco dizendo que a Força Aérea israelense não tem conduzido operações na Síria desde que a Rússia entregou unidades de defesa antiaérea S-300 às forças do governo sírio.

Em 3 de outubro, o ministro da Defesa de Israel, Avigdor Lieberman, anunciou que Israel estava insatisfeito com a entrega dos sistemas S-300 para a Síria, mas que não iria interromper suas operações militares na região.

Anteriormente, o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, anunciou que a Rússia concluiu a entrega de novos sistemas S-300 à Síria, incluindo 49 componentes de equipamentos relacionados como radares, sistemas básicos de aquisição de alvos, postos de comando e quatro lançadores.

A decisão foi tomada após a destruição inadvertida de uma aeronave de reconhecimento russa Il-20 pela defesa antiaérea síria que repelia um ataque aéreo israelense.

Os militares russos responsabilizaram Tel Aviv pela queda do avião, enfatizando que um caça israelense usou o avião russo como escudo contra os sistemas de defesa antiaérea da Síria.

Israel rejeitou as acusações, alegando que havia avisado Moscou com antecedência sobre o ataque aéreo na área.

Os sistemas de mísseis S-300 foram incialmente comprados pelo Chipre em meados da década de 1990, e mais tarde foram transferidos para ilha grega de Creta após objeções da Turquia.

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