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Defesa do Brasil tem maior gasto com pessoal na década, e investimento militar cai

Despesas com ativos e inativos crescem R$ 7,1 bi em 2019, reflexo de aumento salarial
Por Igor Gielow e Gustavo Patu | Folha de S.Paulo

A previsão de gasto militar para o primeiro ano de governo do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PSL) traz o maior aumento de despesa com pessoal em dez anos e uma redução expressiva do investimento em programas de reequipamento das Forças Armadas.
Não fosse uma criatividade contábil dos militares, que conseguiram recursos com a capitalização de uma estatal para comprar novos navios, a despesa de investimento seria a menor desde 2009.

A Folha analisou a série histórica com a ferramenta de acompanhamento orçamentário Siga Brasil, do Senado. Para este ano, o Ministério da Defesa, ainda na gestão Michel Temer (MDB), planejou gastar R$ 104,2 bilhões, o quarto maior volume da Esplanada.

Desse montante, R$ 81,1 bilhões irão para pessoal, R$ 13,3 bilhões, para gastos correntes (custeio) e R$ 9,8 bilhões, para investimentos. Os valores não incluem o con…

Lei Marcial na Ucrânia não afetará Donbass, diz Poroshenko

O presidente ucraniano Pyotr Poroshenko disse no domingo (25) que a Lei Marcial no país não afetará a situação na região de Donbass e não aponta para uma ofensiva por parte de Kiev.


Sputnik

Mais cedo no domingo (25), durante uma reunião do Conselho Nacional de Segurança e Defesa da Ucrânia, Poroshenko apoiou a proposta de imposição de uma Lei Marcial. Logo após, o Conselho aprovou a Lei Marcial no país por 60 dias, porém, a decisão ainda precisa ser ratificada pelo parlamento ucraniano.


Pyotr Poroshenko, presidente da Ucrânia (foto de arquivo)
Presidente ucraniano Pyotr Poroshenko © Foto : Serviço de imprensa do presidente da Ucrânia

"A introdução da Lei Marcial não significa de forma alguma que a Ucrânia conduzirá quaisquer ações ofensivas. A Ucrânia conduzirá ações exclusivamente para defender seu território, proteger e garantir a segurança de seus cidadãos. Isso também não significa uma mudança na posição nas linhas de contato em certas áreas das regiões de Donetsk e Lugansk e outras áreas", disse o presidente ucraniano em um discurso transmitido pelos canais locais.

Poroshenko também afirmou que a introdução da Lei Marcial não implica na restrição de direitos e liberdades dos cidadãos.

De acordo com o presidente, a possível introdução da Lei Marcial no país também não significa que Kiev rejeita os acordos de Minsk, acrescentando que o país tem intenção de cumprir todas as suas obrigações internacionais.

O conflito em Donbass explodiu em 2014, quando autoridades ucranianas lançaram uma operação militar contra as autoproclamadas Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk, que se recusaram a reconhecer o novo governo em Kiev, considerado golpista pelas duas repúblicas.

Em fevereiro de 2015 as partes assinaram acordos de paz para acabar com as hostilidades na região, mas a situação continuou tensa e com acusações mútuas de violações do acordo de cessar-fogo.

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