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Defesa do Brasil tem maior gasto com pessoal na década, e investimento militar cai

Despesas com ativos e inativos crescem R$ 7,1 bi em 2019, reflexo de aumento salarial
Por Igor Gielow e Gustavo Patu | Folha de S.Paulo

A previsão de gasto militar para o primeiro ano de governo do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PSL) traz o maior aumento de despesa com pessoal em dez anos e uma redução expressiva do investimento em programas de reequipamento das Forças Armadas.
Não fosse uma criatividade contábil dos militares, que conseguiram recursos com a capitalização de uma estatal para comprar novos navios, a despesa de investimento seria a menor desde 2009.

A Folha analisou a série histórica com a ferramenta de acompanhamento orçamentário Siga Brasil, do Senado. Para este ano, o Ministério da Defesa, ainda na gestão Michel Temer (MDB), planejou gastar R$ 104,2 bilhões, o quarto maior volume da Esplanada.

Desse montante, R$ 81,1 bilhões irão para pessoal, R$ 13,3 bilhões, para gastos correntes (custeio) e R$ 9,8 bilhões, para investimentos. Os valores não incluem o con…

Marinha do Brasil simula resgate de civis em área de conflito ou desastre natural (VÍDEO)

A Marinha do Brasil realizou entre os dias 6 e 14 de novembro a Operação Atlântico, na praia de Itaoca, no Espírito Santo. A simulação deste ano treinou os oficiais para casos em que houvesse resgate de civis em uma área de conflito armado ou que foram alvos de desastres naturais.


Sputnik

Era por volta de 5h40 do dia 10 de novembro, um sábado, ainda estava amanhecendo, quando o Almirante Paulo Martinho Zucaro, Comandante da Força de Fuzileiros da Esquadra, olhou e disse para a reportagem da Sputnik Brasil: "É guerra".


Fuzileiros navais desembarcam na praia e Itaoca (ES) durante a Operação Atlântico
Operação Atlântico © Sputnik / Victor Labaki

A declaração foi dada para explicar os motivos de se realizar um treinamento deste porte mesmo em condições extremamente desfavoráveis. A chuva era forte, as ondas na beira da praia atingiam 1,5 metros e os ventos chegaram a 20 km/h. O nível de dificuldade preocupava o alto comando, mas não foi um problema para os fuzileiros e marinheiros.

Antes do amanhecer, sete Carros Lagarta Anfíbios (CLAnf) chegaram à praia e deram início ao desembarque. Após eles chegarem foi a vez dos fuzileiros desembarcarem com o dia já nascendo e preparar o terreno para o desembarque das 42 viaturas pesadas que estavam por vir.


Caminhão da Marinha do Brasil desembarca na praia de Itaoca (ES) durante Operação Atlântico
Caminhão da Marinha do Brasil desembarca na praia de Itaoca (ES) durante Operação Atlântico © SPUTNIK / VICTOR LABAKI

O objetivo do treinamento era treinar o desembarque de tropas em uma área hostil e simular um resgate de civis que em perigo.

"É muito importante a gente ter essa capacidade de projeção anfíbia justamente para, quando necessário, podermos apoiar os nossos nacionais que estejam em situação de perigo, em áreas de conflito, para que realmente consigamos fazê-los retornar a uma situação de segurança", disse o Almirante Paulo Martinho Zucaro, Comandante da Força de Fuzileiros da Esquadra e um dos coordenadores da operação.


Blindado Piranha na praia de Itaoca (ES) durante Operação Atlântico
Blindado Piranha na praia de Itaoca (ES) durante Operação Atlântico © SPUTNIK / VICTOR LABAKI

Para realizar o treinamento foram utilizados 1700 militares da Força de Fuzileiros da Esquadra, 27 do Exército Brasileiro e 16 da Força Aérea Brasileira. A estrutura para abrigar todo o pessoal foi montada em uma base da própria Marinha localizada na Praia de Itaoca.

O comandante Dirlei Côdo, Chefe de Operações da Força de Fuzileiros da Esquadra, classificou a operação como um sucesso.


Blindado da Marinha desembarca no mar de Itaoca (ES) com ondas de até 1,5 metros durante Operação Atlântico
Blindado da Marinha desembarca no mar de Itaoca (ES) com ondas de até 1,5 metros durante Operação Atlântico © SPUTNIK / VICTOR LABAKI

"Só o fato dos navios já terem chegado com condições adversas e as embarcações terem superado esse clima difícil já é ótimo. Nós estamos com o mar de classificado como três ou quatro, no limite da segurança. Há uma preocupação muito grande nossa com a segurança. Sendo exercício a gente não admite qualquer tipo de acidente. A gente prima que a segurança prevaleça nesse exercício. Então estamos bastante satisfeitos que até o presente momento e não ocorreu nenhum acidente", comentou.

Para a simulação ficar mais parecida possível com a realidade, militares interpretaram civis que buscavam resgate. Inclusive dificultando o trabalho de seus colegas ao não aceitarem certas ordens, atacarem viaturas e até transportarem drogas fictícias.

A Operação Atlântico utilizou 49 viaturas leves, 45 viaturas pesadas, 13 viaturas blindadas (7 CLAnf e 6 Piranha), Navio Doca Multipropósito Bahia, Navio de Desembarque de Carros de Combate Saboia, Fragata Rademaker, Corveta Barroso, Embarcação de Desembarque de Carga Geral Marambaia, Navio de Apoio Oceanográfico Purus, NApOc APA, Navio Patrulha Guaporé.

*A Sputnik Brasil viajou a convite da Marinha do Brasil


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