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Trump diz que 'certamente' entraria em guerra com o Irã, mas 'não agora'

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que consideraria uma ação militar contra o Irã para impedir que a República Islâmica consiga armas nucleares. A briga entre Teerã e Washington aumentou depois que os EUA acusaram o Irã de atacar dois petroleiros.
Sputnik

"Eu certamente vou considerar as armas nucleares", disse Trump à revista Time na terça-feira, quando perguntado sobre o que poderia levá-lo a declarar guerra ao Irã. "E eu manteria o outro um ponto de interrogação".

A reportagem não especificou se o presidente elaborou o cenário de lançar um conflito armado de pleno direito com a República Islâmica sobre seu programa nuclear. Quando um repórter perguntou a Trump se ele estava considerando uma ação militar contra o Irã agora, ele respondeu: "Eu não diria isso. Eu não posso dizer isso".

Seus comentários foram feitos um dia depois de o Pentágono ter enviado 1.000 soldados extras para o Oriente Médio "para fins defensivos".

Os Estados Unidos cu…

Merkel pede a Putin distensão em conflito com a Ucrânia

Chanceler federal alemã fala com presidentes da Rússia e da Ucrânia e pede moderação na crise no Estreito de Kerch. Putin culpa Kiev por "mais um conflito" e pede que Merkel "influencie" governo ucraniano.


Deutsch Welle

Em meio a um acirramento da tensão entre Rússia e Ucrânia, a chanceler federal alemã, Angela Merkel, falou ao telefone com o presidente russo, Vladimir Putin, nesta terça-feira (27/11) e defendeu a necessidade de distensão e diálogo entre Kiev e Moscou.


Angela Merkel
Segundo porta-voz de Merkel, ela e Putin concordaram em permanecer em "estreito contato"

A tensão entre russos e ucranianos se acirrou no fim de semana passado, quando a guarda costeira da Rússia disparou contra e capturou três navios da Marinha ucraniana na região do estreito de Kerch, entre o Mar Negro e Mar de Azov, perto da Crimeia. Vários soldados da Ucrânia ficaram feridos, e, segundo o governo russo, 24 foram detidos.

De acordo com o porta-voz de Merkel, Steffen Seibert, a chanceler federal alemã e o presidente russo discutiram "a possibilidade de uma análise do incidente com a participação de especialistas russos e ucranianos em gestão de fronteira" e concordaram em permanecer em "estreito contato".

Merkel destacou a necessidade de diálogo. Putin, por sua vez, manifestou "sérias preocupações" com o fato de a Ucrânia ter decretado, nesta segunda-feira, estado de exceção no país durante 30 dias. O líder russo disse esperar que Merkel possa "influenciar" o governo ucraniano e dissuadi-lo de atitudes "provocadoras" e "impensadas".

O presidente argumentou que os navios da Marinha ucraniana que foram alvejados e capturados invadiram o espaço marítimo da Rússia, cometendo uma "grosseira violação das normas internacionais".

A Ucrânia alega que o ataque aconteceu em águas neutras e quando suas embarcações já navegavam de volta para o porto de Odessa, no Mar Negro. Depois do incidente, Moscou decidiu fechar o Estreito de Kerch, uma estreita passagem entre a Crimeia e o território continental russo, para impedir o acesso dos navios ucranianos ao Mar de Azov.

Segundo nota oficial divulgada após a conversa com Merkel, Putin disse à chanceler federal alemã que o governo ucraniano tem a "plena responsabilidade" pela criação de "mais uma situação de conflito" na região. O presidente acrescentou que representantes da guarda costeira da Rússia estão dispostos a "oferecer explicações adicionais" sobre o ocorrido no domingo.

Na segunda-feira, Merkel também falou ao telefone com o presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, para pedir moderação.

O ministro alemão do Exterior, Heiko Maas, por sua vez, pediu que Moscou se atenha a acordos internacionais e respeite a soberania territorial de seus vizinhos. "Precisamos fazer de tudo para uma distensão, para impedir que esse conflito se transforme numa crise ainda mais grave para a segurança da Europa", disse Maas.

A ministra alemã da Defesa, Ursula von der Leyen, exigiu que as embarcações ucranianas capturadas sejam libertadas por Moscou. A União Europeia (UE), os EUA e a Otan também fizeram tal exigência.

A UE ofereceu novas rodadas de negociação do chamado Quarteto da Normandia – grupo formado por representantes diplomáticos de Rússia, Alemanha, Ucrânia e França – para tentar resolver o conflito no leste da Ucrânia.

A Rússia anexou a península da Crimeia, que abriga uma grande base naval russa, em 2014. A medida foi uma retaliação à deposição do presidente ucraniano prós-Rússia Viktor Yanukovych, ocorrida após protestos exigindo laços mais estreitos da Ucrânia com o Ocidente. A tensão aumentou ainda mais depois que Moscou construiu, em maio, uma ponte que liga a península ao território russo.

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