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EUA podem dobrar contingente militar na América do Sul, diz chefe da inteligência russa

Os EUA podem aumentar seu contingente militar na América Central e do Sul de 20 mil para 40 mil homens, disse o vice-almirante Igor Kostyukov, chefe do Departamento Central de Inteligência (GRU, sigla em russo), do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia.
Sputnik

"Embora na América Latina não haja ameaça militar direta para a segurança dos EUA, Washington tem uma presença militar significativa [na região]. O Comando Conjunto das Forças Armadas dos EUA implantou na América Central e do Sul um contingente de 20 mil militares. No período de ameaças este pode aumentar para 40 mil militares", explicou Kostyukov.


De acordo com ele, os EUA podem provocar uma "revolução colorida" na Nicarágua e Cuba.

"As tecnologias de 'revolução colorida' testadas na Venezuela podem vir a ser usadas em breve na Nicarágua e em Cuba", disse ele.

Segundo Kostyukov, os EUA estão tentando estabelecer o controle total sobre a América Latina.

"A Administração dos EUA considera…

'Não vejo solução para este conflito': analista comenta confronto entre Israel e Palestina

O confronto entre Israel e Palestina na Faixa de Gaza não será resolvido em um futuro próximo, a próxima escalada do conflito palestino-israelense se deve à questão ainda não resolvida do estatuto da Faixa de Gaza, disse o editor-chefe da revista Arsenal Otechestva, coronel Viktor Murakhovsky.


Sputnik

Mais cedo, os militares israelenses relataram que na noite passada atacaram cerca de 150 alvos na Faixa de Gaza desde o início da atual rodada de confrontos com militantes palestinos, que dispararam em meio dia quase 400 foguetes e granadas de morteiro contra o sul de Israel. 


Fronteira entre Israel e Faixa de Gaza
Fronteira entre Israel e a Faixa de Gaza © REUTERS / Amir Cohen

"Se você olhar em retrospectiva, o que está acontecendo agora em Gaza é uma situação comum. Falando sobre a situação atual, isto é uma agudização do confronto entre Israel e Palestina. A confrontação está se agravando porque não foi resolvida a questão do estatuto da Faixa de Gaza, da entrada no território de Israel. Esta é uma questão fundamental, mas Israel não quer resolvê-la. É difícil dizer como o conflito poderia acabar", disse Murakhovsky.

Segundo o especialista, todas as propostas que a Rússia e a ONU têm apresentado para resolver o conflito são bloqueadas pelos aliados de Israel, os Estados Unidos, eles têm repetidamente imposto o veto sobre essas propostas. "Em um futuro previsível, eu não vejo uma solução para este conflito", acrescentou o analista.

Desde o início da atual rodada de confrontos, que se tornou a maior desde a guerra de 2014, os israelenses contaram 370 lançamentos de foguetes e granadas de morteiro a partir da Faixa de Gaza, dos quais cerca de cem foram interceptados pelo sistema de defesa antimíssil Iron Dome (Cúpula de Ferro).

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