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EUA podem dobrar contingente militar na América do Sul, diz chefe da inteligência russa

Os EUA podem aumentar seu contingente militar na América Central e do Sul de 20 mil para 40 mil homens, disse o vice-almirante Igor Kostyukov, chefe do Departamento Central de Inteligência (GRU, sigla em russo), do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia.
Sputnik

"Embora na América Latina não haja ameaça militar direta para a segurança dos EUA, Washington tem uma presença militar significativa [na região]. O Comando Conjunto das Forças Armadas dos EUA implantou na América Central e do Sul um contingente de 20 mil militares. No período de ameaças este pode aumentar para 40 mil militares", explicou Kostyukov.


De acordo com ele, os EUA podem provocar uma "revolução colorida" na Nicarágua e Cuba.

"As tecnologias de 'revolução colorida' testadas na Venezuela podem vir a ser usadas em breve na Nicarágua e em Cuba", disse ele.

Segundo Kostyukov, os EUA estão tentando estabelecer o controle total sobre a América Latina.

"A Administração dos EUA considera…

Navios ucranianos violam águas russas; navio russo colide com rebocador ucraniano

Três navios militares da Ucrânia atravessaram a fronteira nacional da Rússia, entraram nas águas territoriais russas, e estão se movendo do mar Negro em direção ao estreito de Kerch, afirmou neste domingo (25), a assessoria do Serviço Federal de Segurança russo.


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"Hoje de manhã, aproximadamente às 7h00 do horário local (às 2h00 do mesmo dia em Brasília) três navios da Marinha da Ucrânia, violando os artigos 19 a 21 da Convenção da Organização das Nações Unidas sobre as regras de navegação, que determinam o direito do Estado costeiro de garantir a segurança no espaço naval, atravessaram a fronteira nacional da Federação da Rússia, entraram ilegitimamente nas águas temporariamente fechadas do mar territorial da Federação da Rússia", comunicou o serviço.


Navios ucranianos atravessando ilegitimamente a fronteira com a Rússia
Navios ucranianos atravessando ilegitimamente a fronteira com a Rússia © FOTO : GUARDA DE FRONTEIRAS DO SERVIÇO FEDERAL DE SEGURANÇA NA CRIMEIA


O serviço acrescentou que os navios ucranianos estão se movendo do mar Negro em direção ao estreito de Kerch, na costa da Crimeia.

Além disso, o serviço russo apontou que os navios das Forças Armadas ucranianas estão manobrando de forma perigosa, ignorando as exigências das autoridades russas.

"Por hora, [a autorização de entrada] não tinha sido solicitada, os navios não haviam sido incluídos na ordem de passagem. Estão manobrando de forma perigosa, não obedecem às exigências legítimas das autoridades russas", comunicou.

Por sua vez, a Ucrânia comentou a passagem de seus navios. De acordo com a Marinha do país, duas lanchas de artilharia blindadas e um rebocador estão navegando do porto da cidade de Odessa em direção ao porto de Mariupol. 


Navios ucranianos atravessando ilegitimamente a fronteira com a Rússia
Navios ucranianos atravessando ilegitimamente a fronteira com a Rússia © FOTO : GUARDA DE FRONTEIRAS DO SERVIÇO FEDERAL DE SEGURANÇA NA CRIMEIA

"Os navios da guarda de fronteiras russos […] efetuaram ações abertamente agressivas contra os navios da Marinha da Ucrânia. O navio da guarda de fronteiras Don chocou com nosso rebocador. Em resultado, o motor principal do navio ficou danificado, bem como o casco e a proteção do convés, o inflável de resgate se perdeu", comunicou a assessoria da Marinha ucraniana em sua página no Facebook.

De acordo com a assessoria ucraniana, Kiev tinha avisado sobre a passagem dos navios com antecedência, em conformidade com as regras internacionais.

Depois do incidente, a Rússia fechou temporariamente o estreito de Kerch para a passagem de embarcações civis.

Nesta quarta-feira (21), o Ministério das Relações Exteriores russo advertiu a Ucrânia quanto às tentativas de revisar o estatuto do mar de Azov como mar interno dos dois países.

O ministério frisou que a responsabilidade por um possível agravamento da situação relativamente a esta questão recai sobre o lado ucraniano, bem como sobre os países que o apoiam.

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