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Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

Ocidente tenta criar outra plataforma contra a Rússia, diz chanceler russo

O Ocidente está tomando medidas persistentes para transformar os países dos Balcãs em outra plataforma contra a Rússia, declarou o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, ao jornal sérvio Srpski Telegraf.


Sputnik

O ministro ressaltou que, depois do fim da Guerra Fria, a Europa Ocidental se recusou a trabalhar em conjunto para criar uma arquitetura de segurança comum na região euro-atlântica, apesar dos pedidos frequentes por parte da Rússia. Em vez disso, os países ocidentais escolheram o caminho sem saída de expansão do espaço geopolítico sob seu controle, além da criação de novas linhas divisórias no continente europeu, observou Lavrov. 


Exercícios militares da Rússia, Bielorrússia e Sérvia, Irmandade Eslávica 2016
© Sputnik / Evgeny Biyatov

"Por exemplo, em 1999, violando grosseiramente o direito internacional, a Iugoslávia foi bombardeada durante dois meses e meio, e depois, na tentativa de legalizar a agressão, reconheceram unilateralmente a independência de Kosovo", disse o ministro.

Segundo ele, um dos resultados dessa política antirrussa foi o plano "dirigido e apoiado" pelos EUA e vários países europeus que levou ao golpe de Estado em Kiev em fevereiro de 2014.

"Parece que, no Ocidente, não aprendeu com as lições da tragédia ucraniana. Hoje, há tentativas insistentes de transformar os países dos Balcãs em outra plataforma contra a Rússia. É exigido persistentemente aos países da região que façam uma escolha: ou com Moscou ou com Washington e Bruxelas", frisou o ministro.

Lavrov acrescentou que a Rússia está ciente da pressão exercida sobre Belgrado no sentido de os sérvios porem fim a qualquer cooperação com Moscou, no entanto, sublinhou que a Sérvia "se opõe com convicção" a isso.

"Moscou aprecia muito a política externa, multivetorial e independente da Sérvia que, sem dúvida, atende aos interesses principais do seu povo", concluiu Lavrov.

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