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Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

Oficiais afirmam que as chances dos EUA perderem guerra contra China ou Rússia são grandes

Os EUA eram considerados quase de maneira unânime a maior potência mundial, entretanto, esse status está deixando os americanos.


Sputnik

As Forças Armadas dos EUA estão sendo deixadas para trás, até mesmo, por países que nunca foram uma potência militar, graças à reorganização destes países, que hoje são mais agressivos, fortes e resguardados, conforme indica análise elaborada por um grupo de oficiais aposentados e especialistas militares.


Soldados do Exército dos EUA (arquivo)
CC BY 2.0 / The U.S. Army / U.S. Army Soldiers

Especialistas da Comissão Estratégica de Defesa Nacional acreditam que toda a habilidade que os americanos tinham de garantir a segurança de seus aliados, parceiros e interesses, está sendo perdida, levando a crer que o país tenha poucas chances de sair vitorioso em caso de conflito contra outras potências, como China e Rússia, que poderiam facilmente neutralizar as ações americanas, conforme indica a CBS News.

A superioridade do país estaria ameaçada devido à crise gerada pelas decisões do líder americano, Donald Trump, principalmente ao criar condições para que outras nações desistissem de negociar, além de gastos excessivos em missões desnecessárias e investimentos em missões inúteis.

Atualmente, os EUA possuem uma dívida pública que estaria em torno de US$ 21,6 trilhões (R$ 80,6 trilhões), o que deixa o país em uma situação muito complicada, já que, caso Trump resolva pagar a dívida para salvar a economia do país, isso acabaria com a hegemonia dos americanos.

Além disso, os especialistas acreditam que os adversários do país estudaram suas estratégias utilizadas ao decorrer dos anos e com isso criaram equipamentos militares de alta tecnologia. No momento atual, os americanos não estão conseguindo acompanhar esse desenvolvimento.

"Muitas das habilidades necessárias para planejar e conduzir operações militares contra adversários capazes, especialmente China e Rússia, estão obsoletas", cita o relatório emitido pelo grupo de especialistas. Além disso, o grupo expôs alguns fatores que também contribuem para a queda da soberania americana, dentre os principais fatores estão o retorno da competição com potências, como China e Rússia, expansão das capacidades militares, agressividade de países como Irã e Coreia do Norte, intensificação de grupos terroristas, manipulação da mídia e de ataques cibernéticos, elevação de tecnologias avançadas e de inteligência artificial, instabilidade financeira e redução de investimento na Defesa.

Com relação ao investimento e dificuldade financeira, vale ressaltar que o Pentágono somente neste ano possui um orçamento de US$ 700 bilhões (R$ 2,7 trilhões), orçamento esse que supera o de potências como China e Rússia, entretanto, o Pentágono considera que os números sejam insuficientes.

O grupo conclui afirmando que o país deve rever suas estratégias ou há uma grande possibilidade de que suas Forças Armadas sofram uma derrota e percam seus principais recursos em um eventual conflito.

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