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Marinha do Brasil prevê inaugurar estação na Antártica em 2020, oito anos após incêndio

Obra é executada por uma empresa chinesa e, segundo a Marinha, se aproxima do final. Incêndio em 2012 destruiu estação, e dois militares morreram.
Por Guilherme Mazui | G1 — Brasília

Passados sete anos desde o incêndio que destruiu a Estação Antártica Comandante Ferraz, a Marinha prevê inaugurar a nova estação em março de 2020.

Executada pela empresa chinesa Ceiec, a obra se aproxima do final, segundo a Marinha, que prevê concluir as obras civis e a instalação de máquinas e mobiliário até 31 de março, iniciando um período de testes do complexo científico até março de 2020. Após os testes, a estação poderá receber militares e pesquisadores.

"A previsão de inauguração é março de 2020, quando os pesquisadores e o Grupo-Base [de militares] deverão ocupar em definitivo as instalações da nova Estação Antártica Comandante Ferraz", informou a Marinha ao G1.

Com investimento de US$ 99,6 milhões, o complexo receberá profissionais que atuam no Programa Antártico Brasileiro (Proantar), criad…

Ouça o momento em que as armas da Primeira Guerra silenciaram

No centenário do fim do conflito, o Imperial War Museum exibe o som do campo de batalha minutos antes da entrada em vigor do armistício. Registros visuais dos ruídos foram reconstruídos para compor áudio.


Richard Connor | Deutsch Welle

Os termos de paz haviam sido acordados seis horas antes, mas o barulho estrondoso do fogo pesado de artilharia – e seu potencial de dar fim a mais uma vida humana – continuou até o último momento.


Pedaço de filme mostra registros sonoros do campo de batalha em 11 de novembro de 1918
Pedaço de filme mostra registros sonoros do campo de batalha em 11 de novembro de 1918

Esses estrondos nunca foram gravados, mas existe um registro visual do som. No momento mesmo em que o armistício entrava em vigor, às 11h, os soldados aliados usavam técnicas avançadas de "rastreio sonoro" para detectar a localização do inimigo. Em vez de gravar, o sistema registrava a intensidade do ruído num rolo de filme fotográfico, semelhante ao modo como um sismógrafo registra tremores de terra.

O Imperial War Museum do Reino Unido, que tinha em seu acervo uma coleção de discos gráficos denominada The end of the war, pediu que especialistas da empresa londrina de acústica Coda to Coda utilizassem o registro fotográfico – do front americano no rio Mosela – para reproduzir uma paisagem sonora do momento do armistício. Agora, é possível ouvi-lo.

Viagem no tempo

Will Worsley, diretor da Coda to Coda, explica: "Este documento da Primeira Guerra nos dá uma grande visão de quão intensa e caótica a barreira de tiros deve ter sido para aqueles que lutavam no front ocidental."

Conjuntos de microfones colocados distantes uns dos outros, eram usados para detectar o som de uma determinada peça de artilharia. O som de qualquer arma grande sendo disparada era captado por todos os microfones, mesmo que a quilômetros de distância, porém em momentos diferentes. Sabendo-se a posição dos microfones e as diferenças de tempo, era possível detectar onde a arma estava.

"Esperamos que nossa interpretação de áudio dessa técnica de rastreamento sonoro permita aos visitantes se projetarem naquele momento da história e obterem uma compreensão de como o fim da Primeira Guerra Mundial pode ter soado", diz o especialista.

A peça completa, de três minutos, documenta os sons entre 10h58 e 11h01 de 11 de novembro de 1918. Os visitantes do Imperial War Museum, em Londres, podem ouvi-lo na íntegra. A instalação, parte da temporada de exibições Making a New World, destaca uma barra sonora na qual os visitantes podem colocar os cotovelos para experimentar tanto as vibrações como o som daquele momento.

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