Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Reino Unido reforçará sua presença militar no Ártico para se opor à Rússia, diz mídia

O ministro da Defesa britânico, Gavin Williamson, disse que o Reino Unido pretende reforçar a presença militar no Ártico para “proteger” o flanco norte da OTAN das ações da Rússia, segundo o diário The Telegraph.
Sputnik

Segundo o jornal, mais de 1.000 fuzileiros navais da Marinha britânica farão treinamentos anuais com colegas noruegueses no âmbito de um programa previsto para dez anos, formando no futuro próximo um novo destacamento, assinalou Williamson durante uma visita à base militar em Bardufoss, na Noruega.


O ministro britânico mencionou também que o Reino Unido enviará no próximo ano para a região do Ártico um avião de patrulha marítima Poseidon P8 para vigiar a atividade crescente dos submarinos russos.

"Queremos melhorar nossas capacidades em condições de temperaturas abaixo de zero, aprendendo com antigos aliados, tais como a Noruega, ou monitorando as ameaças submarinas com nossos aviões Poseidon. Nos manteremos atentos a novos desafios", afirmou Williamson.

O minist…

'Pode evoluir para uma guerra': analistas comentam situação no estreito de Kerch

O dia de ontem (25) foi marcado por uma confrontação perigosa entre navios russos e ucranianos no estreito de Kerch, após os últimos terem entrado nas águas territoriais da Rússia sem avisar a parte russa. Qual foi o objetivo desta provocação? Os especialistas explicam.


Sputnik

Na noite do domingo, o Serviço Federal de Segurança russo comunicou que três navios ucranianos, Berdyansk, Yanu Kapu e Nikopol, que tinham entrado na área depois de um incidente com um rebocador ocorrido antes, acabaram detidos por ignorar as advertências russas. Durante a detenção, foram usadas armas, o que resultou em ferimentos graves de três militares ucranianos. Estes, por sua vez, logo receberam assistência médica e não correm risco de vida.


Três navios ucranianos, Berdyansk, Yanu Kapu e Nikopol, detidos pela parte russa por violar a fronteira, em 25 de novembro de 2018
Navios ucranianos que invadiram a Rússia © Sputnik / Aleksei Malgavko

A Rússia iniciou um processo penal por violação da sua fronteira marítima, enquanto o estreito de Kerch foi fechado temporariamente para navios civis como medida de segurança. Já o Conselho Nacional de Segurança e Defesa da Ucrânia votou pela introdução da lei marcial por um prazo de 60 dias no território do país, iniciativa apoiada pelo presidente ucraniano, Pyotr Poroshenko. Agora, a decisão final cabe à Suprema Rada, que votará às 16 horas locais de hoje (12h00 de Brasília).

Em opinião do analista militar e professor da Universidade de Economia Plekhanov, Andrei Koshkin, expressa ao serviço russo da Rádio Sputnik, a decisão de violar a fronteira russa foi provavelmente tomada pelo próprio presidente ucraniano.

"Muito provavelmente, a violação da fronteira [russa] foi uma decisão do presidente ucraniano Pyotr Poroshenko e esta está relacionada com a agenda política interna, particularmente com a campanha eleitoral. Ele quer resolver o problema da sua falta de popularidade e, para ganhar as eleições, foi tomada essa decisão provocativa, que resultou na intenção de introduzir a lei marcial por 60 dias", argumentou ele.

Deste modo, destaca o especialista, Poroshenko tenciona ganhar mais um mandato "através da força".

"Entretanto, há um fator externo — a reunião do G-20 em Buenos Aires, onde haverá um encontro entre os presidentes russo e estadunidense. Provavelmente, Poroshenko quer chamar a atenção para a Ucrânia", disse Koshkin.

O cientista político Vladimir Kireev, que também falou com o serviço russo da Rádio Sputnik, acredita igualmente que a provocação foi orquestrada precisamente pelo líder ucraniano.

"Sim, foi uma provocação deliberada com o objetivo de declarar a lei marcial e ulterior agravamento do conflito. Eu acredito que esta situação pode levar a uma escalada imprevisível. Independentemente da forma como eles querem gerir a situação — anunciar a lei marcial, cancelar as eleições para ficar no poder, cumprir suas obrigações perante seus patrocinadores em Washington ou em algumas outras capitais, ou criar problemas para a Rússia — essa situação pode evoluir para uma verdadeira guerra", destacou.

Aliás, continuou, o número de envolvidos no conflito pode aumentar. Já caso os ucranianos aproveitem a lei marcial para reaver a região de Donbass, isso "pode provocar o envolvimento da Rússia e uma confrontação direta entre Kiev e Moscou", concluiu.

Comentários

Postagens mais visitadas