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EUA podem dobrar contingente militar na América do Sul, diz chefe da inteligência russa

Os EUA podem aumentar seu contingente militar na América Central e do Sul de 20 mil para 40 mil homens, disse o vice-almirante Igor Kostyukov, chefe do Departamento Central de Inteligência (GRU, sigla em russo), do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia.
Sputnik

"Embora na América Latina não haja ameaça militar direta para a segurança dos EUA, Washington tem uma presença militar significativa [na região]. O Comando Conjunto das Forças Armadas dos EUA implantou na América Central e do Sul um contingente de 20 mil militares. No período de ameaças este pode aumentar para 40 mil militares", explicou Kostyukov.


De acordo com ele, os EUA podem provocar uma "revolução colorida" na Nicarágua e Cuba.

"As tecnologias de 'revolução colorida' testadas na Venezuela podem vir a ser usadas em breve na Nicarágua e em Cuba", disse ele.

Segundo Kostyukov, os EUA estão tentando estabelecer o controle total sobre a América Latina.

"A Administração dos EUA considera…

'Puro suicídio': analista indica o que espera Kiev em caso de 'grande guerra' com Rússia

A retórica guerreira da Ucrânia quanto à Rússia provoca nada mais de que a "piedade desdenhosa", enquanto as ações militares contra o exército russo seriam um suicídio para Kiev, opina um especialista militar russo.


Sputnik

Mais cedo, o ex-vice-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia, tenente-general Igor Romanenko, declarou em um seu artigo no jornal Apostrof, que a Rússia pode fechar o mar de Azov à passagem de navios ucranianos, mas isso levaria a uma "grande guerra" com a Ucrânia. No entanto, ele confirmou que um conflito militar com Moscou seria inviável para Kiev, já que esta não será capaz de dar uma resposta ao exército russo.


Navios da Marinha russa ensaiando a parada por ocasião do Dia da Marinha da Rússia.
Navios da Marinha da Rússia em desfile © Sputnik / Aleksandr Galperin

Nessa conexão, o analista militar russo Igor Korotchenko compartilhou sua opinião sobre o assunto, revelando que tal desenvolvimento da situação causaria muito danos à Ucrânia:

"As capacidades militares da Ucrânia, especialmente da sua Marinha, não permitem à Ucrânia conduzir quaisquer ações de combate contra a Rússia, é um puro suicídio. Ademais, para Poroshenko [Pyotr, presidente ucraniano], tal desenvolvimento da situação nas vésperas das eleições presidenciais significaria uma simples catástrofe política sem chance alguma."

Nas palavras dele, a retórica guerreira da Ucrânia quanto à Rússia provoca nada mais de que a "piedade desdenhosa".

"É pouco provável que um país incapaz de construir seu Estado e assegurar uma vida digna para seu povo possa garantir sua segurança nacional", resumiu.

Previamente, o senador russo Frants Klintsevich afirmou que a Rússia poderia bloquear o mar de Azov à passagem de embarcações ucranianas em resposta à detenção pelas autoridades da Ucrânia de 15 navios russos que alegadamente "teriam entrado ilegalmente em portos da Crimeia ocupada".

A navegação no mar de Azov vem piorando desde o início deste ano. Em março, a Ucrânia deteve o navio pesqueiro russo Nord, acusando o capitão de ter visitado ilegalmente a Crimeia "para prejudicar os interesses do Estado". Em agosto, a guarda costeira ucraniana deteve o navio-cisterna Mekhanik Pogodin com sua tripulação a bordo.

Moscou qualificou as ações de Kiev como "terrorismo marítimo", reforçando as inspeções alfandegárias na sua parte do mar de Azov. Então, a parte ucraniana acusou a Rússia de "levar a cabo uma política dura de detenção e inspeção de navios".

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