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Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

Rússia considera 'pura ficção' a informação sobre retorno de suas bases militares a Cuba

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia classificou como "ficção" a informação sobre a possível recuperação do centro de inteligência radioeletrônica em Lourdes, perto de Havana, assim como a instalação de mais bases militares em Cuba.


Sputnik

Anteriormente, o tabloide britânico Daily Star com referência ao centro norte-americano The Jamestown Foundation, especulou sobre preocupações que surgiram depois de uma visita oficial a Moscou do presidente do Conselho de Estado e de Ministros de Cuba, Miguel Díaz-Canel, onde ele se encontrou com Vladimir Putin e vários outros políticos russos.


O presidente de Cuba, Miguel Diaz-Canel (à esquerda) e o presidente da Rússia, Vladimir Putin (à direita), durante encontro em Moscou.
Presidente de Cuba, Miguel Diaz-Canel e Vladimir Putin, Presidente da Rússia © AP Photo / Alexander Zemlianichenko

"Não comentamos sobre algo que é pura ficção", disse o diretor do Departamento da América Latina do Ministério das Relações Exteriores russo, Aleksandr Schetinin.

As discussões sobre a cooperação militar entre os dois países fizeram os analistas pensar que Moscou poderia reabrir seu centro de inteligência em Lourdes, fechado em 2002, e instalar novas bases para vigiar as atividades dos EUA.

O Tratado INF foi assinado em 1987 entre os EUA e a União Soviética que elimina toda uma classe de mísseis balísticos e de cruzeiro com intervalos entre 500 a 5.500 quilômetros. Hoje, o acordo é considerado um dois pilares do equilíbrio neste setor.

No entanto, Moscou e Washington se acusaram várias vezes de desenvolverem sistemas que violam este tratado. Enquanto que em 20 de outubro de 2018, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que seu país abandonaria o acordo.

Posteriormente, o líder americano acrescentou que os EUA aumentarão suas capacidades nucleares para se protegerem contra outros países, tais como Rússia e China. Moscou declarou que essas informações sustentam preocupações, já que a medida só poderá tornar o mundo ainda mais perigoso.

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