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Defesa do Brasil tem maior gasto com pessoal na década, e investimento militar cai

Despesas com ativos e inativos crescem R$ 7,1 bi em 2019, reflexo de aumento salarial
Por Igor Gielow e Gustavo Patu | Folha de S.Paulo

A previsão de gasto militar para o primeiro ano de governo do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PSL) traz o maior aumento de despesa com pessoal em dez anos e uma redução expressiva do investimento em programas de reequipamento das Forças Armadas.
Não fosse uma criatividade contábil dos militares, que conseguiram recursos com a capitalização de uma estatal para comprar novos navios, a despesa de investimento seria a menor desde 2009.

A Folha analisou a série histórica com a ferramenta de acompanhamento orçamentário Siga Brasil, do Senado. Para este ano, o Ministério da Defesa, ainda na gestão Michel Temer (MDB), planejou gastar R$ 104,2 bilhões, o quarto maior volume da Esplanada.

Desse montante, R$ 81,1 bilhões irão para pessoal, R$ 13,3 bilhões, para gastos correntes (custeio) e R$ 9,8 bilhões, para investimentos. Os valores não incluem o con…

Rússia considera 'pura ficção' a informação sobre retorno de suas bases militares a Cuba

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia classificou como "ficção" a informação sobre a possível recuperação do centro de inteligência radioeletrônica em Lourdes, perto de Havana, assim como a instalação de mais bases militares em Cuba.


Sputnik

Anteriormente, o tabloide britânico Daily Star com referência ao centro norte-americano The Jamestown Foundation, especulou sobre preocupações que surgiram depois de uma visita oficial a Moscou do presidente do Conselho de Estado e de Ministros de Cuba, Miguel Díaz-Canel, onde ele se encontrou com Vladimir Putin e vários outros políticos russos.


O presidente de Cuba, Miguel Diaz-Canel (à esquerda) e o presidente da Rússia, Vladimir Putin (à direita), durante encontro em Moscou.
Presidente de Cuba, Miguel Diaz-Canel e Vladimir Putin, Presidente da Rússia © AP Photo / Alexander Zemlianichenko

"Não comentamos sobre algo que é pura ficção", disse o diretor do Departamento da América Latina do Ministério das Relações Exteriores russo, Aleksandr Schetinin.

As discussões sobre a cooperação militar entre os dois países fizeram os analistas pensar que Moscou poderia reabrir seu centro de inteligência em Lourdes, fechado em 2002, e instalar novas bases para vigiar as atividades dos EUA.

O Tratado INF foi assinado em 1987 entre os EUA e a União Soviética que elimina toda uma classe de mísseis balísticos e de cruzeiro com intervalos entre 500 a 5.500 quilômetros. Hoje, o acordo é considerado um dois pilares do equilíbrio neste setor.

No entanto, Moscou e Washington se acusaram várias vezes de desenvolverem sistemas que violam este tratado. Enquanto que em 20 de outubro de 2018, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que seu país abandonaria o acordo.

Posteriormente, o líder americano acrescentou que os EUA aumentarão suas capacidades nucleares para se protegerem contra outros países, tais como Rússia e China. Moscou declarou que essas informações sustentam preocupações, já que a medida só poderá tornar o mundo ainda mais perigoso.

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