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Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

Rússia não vê necessidade de intermediários para resolver crise no estreito de Kerch

O ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, declarou nesta terça-feira (27) que não vê a necessidade de intermediários para resolver a situação no Mar de Azov, onde três navios da Marinha ucraniana violaram a fronteira do estado da Rússia no último domingo.


Sputnik

"Quanto ao incidente na entrada do Estreito de Kerch, no Mar Negro, ontem, esta situação foi discutida em uma conversa telefônica entre o presidente Vladimir Putin e a chanceler alemã Angela Merkel", disse Lavrov em entrevista coletiva.


Russian Foreign Minister Sergei Lavrov during talks with Japanese сcounterpart Taro Kono and Japanese Defense Minister Itunori Onodara in the 2 + 2 format.
Sergei Lavrov © Sputnik / Ramil Sitdikov

Segundo ele, durante a conversa chegou-se a um certo entendimento, que será implementado em um futuro próximo.

"Não vejo necessidade de intermediários", disse o ministro das Relações Exteriores da Rússia, ao ser perguntado se Moscou acredita que a situação foi tão longe que seria necessária a ajuda de intermediários.

Na segunda-feira (26), após o incidente com navios ucranianos no estreito de Kerch, a Suprema Rada (parlamento ucraniano) aprovou a decisão de impor a lei marcial por um prazo de 30 dias, abrangendo diferentes partes do país, decisão apoiada pelo presidente Pyotr Poroshenko.

No domingo (25), três navios ucranianos violaram a fronteira russa no mar Negro e realizaram manobras perigosas ignorando os avisos das embarcações russas. A parte russa tomou a decisão de deter os navios junto com 24 marinheiros. Durante a detenção, três militares ucranianos ficaram levemente feridos e receberam assistência médica, não correndo risco de vida.

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