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Reino Unido reforçará sua presença militar no Ártico para se opor à Rússia, diz mídia

O ministro da Defesa britânico, Gavin Williamson, disse que o Reino Unido pretende reforçar a presença militar no Ártico para “proteger” o flanco norte da OTAN das ações da Rússia, segundo o diário The Telegraph.
Sputnik

Segundo o jornal, mais de 1.000 fuzileiros navais da Marinha britânica farão treinamentos anuais com colegas noruegueses no âmbito de um programa previsto para dez anos, formando no futuro próximo um novo destacamento, assinalou Williamson durante uma visita à base militar em Bardufoss, na Noruega.


O ministro britânico mencionou também que o Reino Unido enviará no próximo ano para a região do Ártico um avião de patrulha marítima Poseidon P8 para vigiar a atividade crescente dos submarinos russos.

"Queremos melhorar nossas capacidades em condições de temperaturas abaixo de zero, aprendendo com antigos aliados, tais como a Noruega, ou monitorando as ameaças submarinas com nossos aviões Poseidon. Nos manteremos atentos a novos desafios", afirmou Williamson.

O minist…

San Juan: pai de tripulante revela 'farsa' de Macri enquanto Marinha duvida de resgate

Jorge Suárez, pai de um dos 44 tripulantes que navegaram a bordo do submarino San Juan da Marinha argentina, disse à Sputnik que as autoridades argentinas sempre souberam o desfecho do desaparecimento, mas esconderam a localização da embarcação agora encontrada.


Sputnik

"É totalmente crível que eles sempre souberam onde estavam e sempre mentiram para nós", afirmou o pai do primeiro cabo Germán Suárez, o sonarista do submersível.


Desaparecimento do submarino argentino ARA San Juan
© AP Photo / Marina Devo

Como autor no processo judicial que investiga o que aconteceu com o navio, Suárez advertiu que agora "vamos iniciar a luta judicial".

"Nós já sabíamos que o jogo [de cena] que se fez esta semana que já era conhecido [o paradeiro] desde o início, e são tão ruins que eles estavam chegando até o submarino (o navio da empresa US Oceano Infinito foi quem deu o paradeiro do San Juan)", comentou.

Segundo a sua opinião, "é evidente que eles forçaram o navio [dos EUA] para ir a esse ponto", continuou. Todos os parentes, conectados através de uma rede de Whatsapp, "pensamos a mesma coisa", defendeu.

Dado que o presidente argentino Mauricio Macri é chefe de Estado e responsável pelas Forças Armadas pela Constituição, "ele é responsável pelas 44 mortes", advertiu o pai do tripulante.

"Eles mataram nossos filhos, eles os mataram, e Macri e [o ministro da Defesa Oscar] Aguad sempre souberam", insistiu Suárez.

O Ministério da Defesa publicará em poucos dias um relatório no qual se referirá à ruptura de uma válvula como a causa mais provável do incidente sofrido pelo submersível.

O relatório, produzido por 2 almirantes e um capitão "não vai convencer ninguém, vão dizer que foram inexperientes, mas andavam com um submarino aos pedaços, um submarino quer não deveria ter zarpado", acrescentou.

O Ministério da Defesa e a Marinha da Argentina relataram na madrugada deste sábado que o contato detectado horas antes a 800 metros de profundidade coincidiu com o submarino desaparecido em 15 de novembro de 2017.

Seu filho Germán Oscar Suárez era da província de Santa Fé (centro-oeste) e tinha 29 anos de idade.

Sem tecnologia para o resgate

A Argentina não tem os recursos ou tecnologia para extrair o submarino San Juan do fundo do mar, reconheceu o ministro da Defesa Oscar Aguad.

"Não temos meios nem tecnologia para descer às profundezas do mar", disse a autoridade neste sábado, durante uma coletiva de imprensa.

O ministro da Defesa admitiu que o país sul-americano não tem um AUV ('veículo subaquático autônomo') nem com um ROV (sigla do inglês 'remote operated vehicle') para verificar o fundo do mar.

A Argentina também não possui o "equipamento para extrair um navio dessas características", acrescentou Aguad.

"Não podemos afirmar ou negar que isso possa ser usado, o tempo nos dará a resposta", explicou o chefe da Marinha, vice-almirante José Luis Villán. 
"Existem 2 limites que excedem nosso conhecimento".

A primeira é legal, dado que "de agora em diante é a juíza (Marta Yáñez, encarregada da investigação) quem pode determinar em que momento as partes do submarino que foram encontradas podem ser removidas".

"O outro limite é o da técnica, [porque] embora a empresa tenha dito que havia possibilidades, não tínhamos a localização exata, a massa ou a profundidade que tinha que ser extraída", prosseguiu.

O chefe da Marinha confirmou que o navio foi encontrado a 907 metros, com "partes separadas do casco em uma área de 80 por 100 metros".

"A localização exata é muito próxima do relatório da anomalia hidroacústica", que foi noticiado pela Organização do Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares (CTBTO) em 23 de novembro, acrescentou Villán.

A implosão ocorreu perto do fundo do mar, então o "derramamento de detritos é limitado na área", disse o porta-voz da Marinha, Enrique Balbi.

A tragédia

O San Juan relatou sua última posição quando navegando de Ushuaia (sul) para seu ancoradouro habitual na Base Naval de Mar del Plata (leste), a 432 quilômetros da costa até o Golfo de San Jorge (sudeste).

A Marinha indicou que o submarino entrou em contato com a Terra pela última vez às 7:19 (hora local), em 15 de novembro, embora mais tarde tenha sido revelado que a última mensagem havia ocorrido às 8h52 (local), quando o submarino informou que tinha entrado água do mar através do sistema de ventilação, o que causou um incêndio.

Duas horas depois, às 10:51 (hora local), uma explosão foi registrada 48.28 quilômetros da última posição da embarcação, coincidindo com a rota que ia para Mar del Plata.

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