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EUA: sanções contra Venezuela servem como 'alerta para atores externos, incluindo Rússia'

Na última terça-feira (17), o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, culpou a Rússia e a Venezuela pela crise de refugiados observada no país latino-americano.
Sputnik

O conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, anunciou nesta quarta-feira (17) que os EUA estão impondo uma nova rodada de sanções contra a Venezuela, acrescentando o banco central do país à lista de restrições. 

Segundo o conselheiro de Segurança Nacional, as sanções recém-aplicadas deveriam se tornar um alerta para "todos os atores externos, inclusive a Rússia".

Desde o início da crise política na Venezuela no início deste ano, os EUA impuseram várias rodadas de sanções, visando os setores petrolífero e bancário do país, bem como indivíduos ligados às autoridades do país.

A Venezuela está sofrendo grave crise política desde janeiro. Junto com outros países ocidentais, os EUA apoiam Juan Guaidó, que se proclamou presidente interino da Venezuela. Ao mesmo tempo, Rússia, China e Turquia, entre outros…

San Juan: pai de tripulante revela 'farsa' de Macri enquanto Marinha duvida de resgate

Jorge Suárez, pai de um dos 44 tripulantes que navegaram a bordo do submarino San Juan da Marinha argentina, disse à Sputnik que as autoridades argentinas sempre souberam o desfecho do desaparecimento, mas esconderam a localização da embarcação agora encontrada.


Sputnik

"É totalmente crível que eles sempre souberam onde estavam e sempre mentiram para nós", afirmou o pai do primeiro cabo Germán Suárez, o sonarista do submersível.


Desaparecimento do submarino argentino ARA San Juan
© AP Photo / Marina Devo

Como autor no processo judicial que investiga o que aconteceu com o navio, Suárez advertiu que agora "vamos iniciar a luta judicial".

"Nós já sabíamos que o jogo [de cena] que se fez esta semana que já era conhecido [o paradeiro] desde o início, e são tão ruins que eles estavam chegando até o submarino (o navio da empresa US Oceano Infinito foi quem deu o paradeiro do San Juan)", comentou.

Segundo a sua opinião, "é evidente que eles forçaram o navio [dos EUA] para ir a esse ponto", continuou. Todos os parentes, conectados através de uma rede de Whatsapp, "pensamos a mesma coisa", defendeu.

Dado que o presidente argentino Mauricio Macri é chefe de Estado e responsável pelas Forças Armadas pela Constituição, "ele é responsável pelas 44 mortes", advertiu o pai do tripulante.

"Eles mataram nossos filhos, eles os mataram, e Macri e [o ministro da Defesa Oscar] Aguad sempre souberam", insistiu Suárez.

O Ministério da Defesa publicará em poucos dias um relatório no qual se referirá à ruptura de uma válvula como a causa mais provável do incidente sofrido pelo submersível.

O relatório, produzido por 2 almirantes e um capitão "não vai convencer ninguém, vão dizer que foram inexperientes, mas andavam com um submarino aos pedaços, um submarino quer não deveria ter zarpado", acrescentou.

O Ministério da Defesa e a Marinha da Argentina relataram na madrugada deste sábado que o contato detectado horas antes a 800 metros de profundidade coincidiu com o submarino desaparecido em 15 de novembro de 2017.

Seu filho Germán Oscar Suárez era da província de Santa Fé (centro-oeste) e tinha 29 anos de idade.

Sem tecnologia para o resgate

A Argentina não tem os recursos ou tecnologia para extrair o submarino San Juan do fundo do mar, reconheceu o ministro da Defesa Oscar Aguad.

"Não temos meios nem tecnologia para descer às profundezas do mar", disse a autoridade neste sábado, durante uma coletiva de imprensa.

O ministro da Defesa admitiu que o país sul-americano não tem um AUV ('veículo subaquático autônomo') nem com um ROV (sigla do inglês 'remote operated vehicle') para verificar o fundo do mar.

A Argentina também não possui o "equipamento para extrair um navio dessas características", acrescentou Aguad.

"Não podemos afirmar ou negar que isso possa ser usado, o tempo nos dará a resposta", explicou o chefe da Marinha, vice-almirante José Luis Villán. 
"Existem 2 limites que excedem nosso conhecimento".

A primeira é legal, dado que "de agora em diante é a juíza (Marta Yáñez, encarregada da investigação) quem pode determinar em que momento as partes do submarino que foram encontradas podem ser removidas".

"O outro limite é o da técnica, [porque] embora a empresa tenha dito que havia possibilidades, não tínhamos a localização exata, a massa ou a profundidade que tinha que ser extraída", prosseguiu.

O chefe da Marinha confirmou que o navio foi encontrado a 907 metros, com "partes separadas do casco em uma área de 80 por 100 metros".

"A localização exata é muito próxima do relatório da anomalia hidroacústica", que foi noticiado pela Organização do Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares (CTBTO) em 23 de novembro, acrescentou Villán.

A implosão ocorreu perto do fundo do mar, então o "derramamento de detritos é limitado na área", disse o porta-voz da Marinha, Enrique Balbi.

A tragédia

O San Juan relatou sua última posição quando navegando de Ushuaia (sul) para seu ancoradouro habitual na Base Naval de Mar del Plata (leste), a 432 quilômetros da costa até o Golfo de San Jorge (sudeste).

A Marinha indicou que o submarino entrou em contato com a Terra pela última vez às 7:19 (hora local), em 15 de novembro, embora mais tarde tenha sido revelado que a última mensagem havia ocorrido às 8h52 (local), quando o submarino informou que tinha entrado água do mar através do sistema de ventilação, o que causou um incêndio.

Duas horas depois, às 10:51 (hora local), uma explosão foi registrada 48.28 quilômetros da última posição da embarcação, coincidindo com a rota que ia para Mar del Plata.

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