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EUA e Rússia revivem a Guerra Fria no Oriente Médio com duas cúpulas

Reuniões paralelas, na Polônia e na Rússia, representaram a revitalização do rompimento entre as potências sobre o Irã, a guerra na Síria e o conflito entre Israel e a Palestina
Juan Carlos Sanz e María R. Sahuquillo | El País
Sochi / Jerusalém - Em 1991, a Conferência de Madri estabeleceu um modelo para o diálogo multilateral no Oriente Médio após o fim da Guerra Fria, que havia colocado Washington contra Moscou na disputa pela hegemonia em uma região estratégica. Transcorridos mais de 27 anos, dois conclaves paralelos representaram nesta quinta-feira em Varsóvia (Polônia) e Sochi (Rússia) a revitalização do rompimento entre as potências sobre o Irã, a guerra na Síria e o conflito israelo-palestino. Os Estados Unidos e a Rússia, copresidentes em Madri em 1991, já não atuam mais como mediadores para aliviar as tensões e, mais uma vez, assumem um lado entre as partes conflitantes.

No fórum da capital polonesa, a diplomacia dos EUA chegou a um impasse ao reunir mais de 60 países em uma reu…

Senador afirma que ações dos EUA têm único objetivo: preparar uma agressão contra Rússia

O vice-presidente do Comitê de Defesa e Segurança do Conselho da Federação Russa, Frants Klintsevich, comentou as recentes informações sobre o aumento das despesas militares do Pentágono.


Sputnik

Segundo a edição Defense One, em 2017 o Pentágono gastou US$ 19 bilhões (R$ 70,4 bilhões) em inteligência, enquanto este ano alocou US$ 22 bilhões (R$ 81,5 bilhões).


Franz Klintsevich: "Ao aumentar os gastos militares, os Estados Unidos estão se preparando para hostilidades ativas, inclusive contra a Rússia"
Frants Klintsevich, Primeiro Vice-Presidente do Comitê do Conselho da Federação de Defesa e Segurança.

De acordo com o senador russo, tudo isso sugere que os Estados Unidos estejam se preparando para hostilidades ativas, inclusive contra a Rússia.

"O orçamento total do Departamento de Defesa dos Estados Unidos é de US$ 700 bilhões (R$ 2,6 trilhões), outros US$ 800 bilhões (R$ 2,9 trilhões) serão gastos para rearmar [o exército] o mais rapidamente possível", disse Klintsevich em entrevista ao jornal russo Zvezda.

"Tudo isso significa que os EUA estão se preparando para ações de combate ativas, inclusive contra a Rússia. Sim, é claro, essas somas incluem a criação de novos empregos e o desenvolvimento da indústria, mas tudo isso é feito com apenas um objetivo: preparar uma agressão contra a Rússia", afirmou.

Na opinião do senador, as intenções dos Estados Unidos são evidentes, por exemplo, no caso da Ucrânia. Segundo Klintsevich, o país se tornou uma ferramenta, um meio "provocador", por meio do qual os Estados Unidos estão tentando encontrar os pontos fracos da Rússia.

No total, os EUA gastaram mais de US$ 59 bilhões (R$ 218,7 bilhões) em operações militares efetuadas fora de seu território. Isso excede o orçamento militar total da Rússia, que, segundo o ministro da Defesa da Rússia Sergei Shoigu, em 2018 é de US$ 46 bilhões (R$ 170,5 bilhões).

"O Pentágono entrou em uma fase ativa: a opinião pública já foi preparada e os norte-americanos estão se preparando para passar às hostilidades. A única coisa que nos permite reagir com calma a essas mensagens é a confiança de sabermos que a Rússia pode proteger seus cidadãos. E agora essa possibilidade foi criada. Estamos absolutamente prontos para defender nosso país ", concluiu.

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