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EUA e Rússia revivem a Guerra Fria no Oriente Médio com duas cúpulas

Reuniões paralelas, na Polônia e na Rússia, representaram a revitalização do rompimento entre as potências sobre o Irã, a guerra na Síria e o conflito entre Israel e a Palestina
Juan Carlos Sanz e María R. Sahuquillo | El País
Sochi / Jerusalém - Em 1991, a Conferência de Madri estabeleceu um modelo para o diálogo multilateral no Oriente Médio após o fim da Guerra Fria, que havia colocado Washington contra Moscou na disputa pela hegemonia em uma região estratégica. Transcorridos mais de 27 anos, dois conclaves paralelos representaram nesta quinta-feira em Varsóvia (Polônia) e Sochi (Rússia) a revitalização do rompimento entre as potências sobre o Irã, a guerra na Síria e o conflito israelo-palestino. Os Estados Unidos e a Rússia, copresidentes em Madri em 1991, já não atuam mais como mediadores para aliviar as tensões e, mais uma vez, assumem um lado entre as partes conflitantes.

No fórum da capital polonesa, a diplomacia dos EUA chegou a um impasse ao reunir mais de 60 países em uma reu…

'Temos armas hipersônicas': Rússia dará resposta à saída dos EUA do Tratado INF, diz Putin

A Rússia não deixará a decisão dos Estados Unidos de retirar-se unilateralmente do tratado de armas nucleares sem resposta, garantiu o presidente russo Vladimir Putin, acrescentando que o país não precisa se unir a outra corrida armamentista.


Sputnik

Moscou ainda está pronta para continuar dialogando com Washington sobre o tratado bilateral que proíbe os mísseis de médio alcance, que se tornou uma das pedras angulares do desarmamento nuclear, disse o líder russo em uma reunião do governo em Sochi. Ainda assim, os EUA devem "tratar esta questão com total responsabilidade", disse o presidente, acrescentando que a decisão de Washington de retirar-se do acordo "não pode e não ficará sem resposta".


Linha Direta com o presidente russo Vladimir Putin, 7 de junho de 2018
Vladimir Putin © Sputnik / Mikhail Klementiev

Estas não são ameaças vazias, advertiu Putin. Ele disse que a Rússia já havia advertido os EUA contra a saída do tratado ABM que regulamenta os sistemas de mísseis e avisou Washington sobre possíveis retaliações. "Agora, temos armas hipersônicas capazes de penetrar qualquer defesa antimísseis", comentou Putin, referindo-se às mais novas armas de última geração da Rússia.

O presidente também pediu ao governo e aos oficiais militares que desenvolvam "medidas concretas" que a Rússia pode tomar em resposta à retirada dos EUA do Tratado INF.

Moscou não permitirá que ninguém se arraste para outra corrida armada, disse o líder russo. Em vez disso, a Rússia planeja se concentrar no "desenvolvimento equilibrado" de seu Exército, Marinha e Força Aérea. Espera-se que as tropas adotem novas técnicas de treinamento militar, usando a experiência de combate que receberam na Síria. A Rússia também continuará a modernizar seu equipamento militar.

Putin disse que espera que o "senso comum" prevaleça e que os EUA continuem dialogando com a Rússia nos campos de estabilidade estratégica e segurança coletiva com base na "responsabilidade mútua".

O acordo de armas de 30 anos proibiu a posse e o desenvolvimento de mísseis de curto e médio alcance. Os EUA têm alegado que a Rússia tem violado o acordo INF ao construir mísseis que proíbe. Moscou refutou as acusações e também acusou os EUA de não-conformidade, argumentando que pode reutilizar os complexos de defesa antimíssil estacionados na Europa Oriental e usá-los como lançadores ofensivos de alcance intermediário.

Em outubro, o assessor de segurança nacional dos EUA, John Bolton, reafirmou a intenção do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de retirar-se do Tratado INF durante sua visita a Moscou. Além do suposto descumprimento do tratado pela Rússia, ele também nomeou a militarização chinesa em curso como um pretexto.

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