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Defesa do Brasil tem maior gasto com pessoal na década, e investimento militar cai

Despesas com ativos e inativos crescem R$ 7,1 bi em 2019, reflexo de aumento salarial
Por Igor Gielow e Gustavo Patu | Folha de S.Paulo

A previsão de gasto militar para o primeiro ano de governo do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PSL) traz o maior aumento de despesa com pessoal em dez anos e uma redução expressiva do investimento em programas de reequipamento das Forças Armadas.
Não fosse uma criatividade contábil dos militares, que conseguiram recursos com a capitalização de uma estatal para comprar novos navios, a despesa de investimento seria a menor desde 2009.

A Folha analisou a série histórica com a ferramenta de acompanhamento orçamentário Siga Brasil, do Senado. Para este ano, o Ministério da Defesa, ainda na gestão Michel Temer (MDB), planejou gastar R$ 104,2 bilhões, o quarto maior volume da Esplanada.

Desse montante, R$ 81,1 bilhões irão para pessoal, R$ 13,3 bilhões, para gastos correntes (custeio) e R$ 9,8 bilhões, para investimentos. Os valores não incluem o con…

UE prolonga sanções à Venezuela por mais 1 ano por "deterioração da situação"

A União Europeia (UE) decidiu nesta terça-feira prolongar por mais um ano o embargo de armas decretado à Venezuela e as sanções individualizadas contra responsáveis pela repressão no país, ao considerar que continua a "deterioração da situação" causada pela crise política no país sul-americano.


EFE

Bruxelas - "Em vista da contínua deterioração da situação na Venezuela, o Conselho (Europeu) decidiu hoje renovar as medidas restritivas seletivas atualmente em vigor até 14 de novembro de 2019", indicou em comunicado esta instituição, na qual estão representados os governos dos 28 países-membros do bloco.


EFE/MIGUEL GUTIÉRREZ
EFE/MIGUEL GUTIÉRREZ

O Conselho da UE implementou sanções seletivas à Venezuela em 13 de novembro de 2017 que incluíram um embargo ao comércio de armas e equipamentos que podem ser utilizados para a "repressão interna".

Além disso, as medidas restritivas contemplavam a proibição de viajar para países da UE e o congelamento de ativos em território europeu de 18 pessoas com cargos oficiais (sete desde janeiro e outras 11 desde junho) que o bloco considera "responsáveis de violações dos direitos humanos" e de "terem solapado a democracia e o Estado de direito" na Venezuela.

O Conselho deixou claro que essas medidas têm como objetivo "ajudar a fomentar soluções democráticas compartilhadas a fim de levar a estabilidade política ao país e permitir que o mesmo faça frente às necessidades prementes da população".

Para o Conselho, as sanções são "flexíveis e reversíveis" e "não foram elaboradas para prejudicar a população venezuelana".

A instituição lembrou que a UE "reiterou em várias ocasiões sua disposição para ajudar a buscar uma saída democrática para a atual crise multidimensional, através de uma negociação voltada para os resultados, conduzida de boa-fé, que inclua todos os atores políticos venezuelanos relevantes".

Além disso, o Conselho assinalou que os ministros das Relações Exteriores dos países-membros do bloco trataram da situação na Venezuela e de seu impacto na região em sua última reunião, no dia 15 de outubro em Bruxelas, na qual reafirmaram sua posição.

"Dado que a crise só pode ser enfrentada através de um processo político", os ministros concordaram com a necessidade de se "explorar a possibilidade de estabelecer" um grupo de contato que, "se forem dadas as condições", poderia "ajudar a facilitar tal processo".

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