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Defesa do Brasil tem maior gasto com pessoal na década, e investimento militar cai

Despesas com ativos e inativos crescem R$ 7,1 bi em 2019, reflexo de aumento salarial
Por Igor Gielow e Gustavo Patu | Folha de S.Paulo

A previsão de gasto militar para o primeiro ano de governo do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PSL) traz o maior aumento de despesa com pessoal em dez anos e uma redução expressiva do investimento em programas de reequipamento das Forças Armadas.
Não fosse uma criatividade contábil dos militares, que conseguiram recursos com a capitalização de uma estatal para comprar novos navios, a despesa de investimento seria a menor desde 2009.

A Folha analisou a série histórica com a ferramenta de acompanhamento orçamentário Siga Brasil, do Senado. Para este ano, o Ministério da Defesa, ainda na gestão Michel Temer (MDB), planejou gastar R$ 104,2 bilhões, o quarto maior volume da Esplanada.

Desse montante, R$ 81,1 bilhões irão para pessoal, R$ 13,3 bilhões, para gastos correntes (custeio) e R$ 9,8 bilhões, para investimentos. Os valores não incluem o con…

Unicef: Iémen é um “inferno” para as crianças

1,8 milhão de crianças sofrem de desnutrição aguda no país; os níveis de vacinação diminuíram drasticamente; Unicef apela às partes do conflito que cessem hostilidades.


ONU

O diretor do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, para o Oriente Médio e o Norte de África, Geert Cappelaere, afirmou que o Iémen é hoje um “inferno” para as crianças, “um inferno não para 50/60 por cento das crianças. É um inferno para todos os meninos e meninas” do país.


De acordo com o Unicef, 1,8 milhão de crianças sofrem de desnutrição aguda no Iémen | Ocha/Matteo Minasi

Falando a jornalistas, o representante explicou que, todos os anos, “1,8 milhão de crianças sofrem de desnutrição aguda” sendo que das 400 mil que “padecem de uma forma de desnutrição aguda severa com risco de vida”, “40% vive em Hodeida e nas províncias vizinhas, onde a guerra está em curso.”

Desnutrição

Cappelaere partilhou com os jornalistas que metade das crianças iemenitas, com menos de cinco anos, são cronicamente desnutridas.

Ele explicou que esta situação é um “círculo vicioso” porque “1,1 milhão de mulheres grávidas ou lactantes são anémicas. Essas mulheres sabem que seus filhos terão peso baixo ao nascer, iniciando o ciclo de desnutrição e levando à desnutrição crónica e a todas as consequências para a saúde desses meninos e meninas.”

O representante lembrou que a “desnutrição crónica tem um impacto incrivelmente importante no desenvolvimento do cérebro da criança”, ou seja, os 50% das crianças iemenitas com menos de cinco anos de idade que são cronicamente desnutridas nunca se desenvolverão em todo o seu potencial intelectual.”

Vacinação

De acordo com o Unicef, também os níveis de vacinação diminuíram drasticamente desde o início da guerra.

Cappelaere lembra que mesmo antes do conflito, os níveis de vacinação "já não eram bons" e que agora desceram ainda mais, não havendo imunidade a nível nacional. Por isso, "existem surtos de sarampo e difteria, com um impacto fatal nas crianças.”

Ele lembra que “não é uma surpresa que no Iémen de hoje, a cada 10 minutos, uma criança morra de doenças que podem ser facilmente evitadas.”

O represente apontou outro grande problema, a escassez de água potável, lembrando que “a água precisa ser bombeada de poços em muitas partes do país. Muitos poços perfuram até 1,5 quilómetros de profundidade. São necessárias grandes bombas de água. As bombas precisam de combustível e o combustível está se tornando muito caro, portanto a água está ficando muito cara. “

Sofrimento

O diretor regional do Unicef considera que todo o sofrimento de milhões de crianças no Iémen é causado pelo homem, lembrando que são as crianças pagam o preço mais alto.”

O representante considera que na “ausência de solução para a crise económica de um acordo de paz, ”a ação humanitária precisa continuar e aumentar a sua escala.”

Por isso, ele deixou um apelo para que “as partes envolvidas no conflito garantam que a assistência humanitária e a proteção do povo possam continuar incondicionalmente, e que os muitos obstáculos que as equipes enfrentam diariamente, impostos por autoridades de ambos os lados, devem ser eliminados de imediato.”

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