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EUA: sanções contra Venezuela servem como 'alerta para atores externos, incluindo Rússia'

Na última terça-feira (17), o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, culpou a Rússia e a Venezuela pela crise de refugiados observada no país latino-americano.
Sputnik

O conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, anunciou nesta quarta-feira (17) que os EUA estão impondo uma nova rodada de sanções contra a Venezuela, acrescentando o banco central do país à lista de restrições. 

Segundo o conselheiro de Segurança Nacional, as sanções recém-aplicadas deveriam se tornar um alerta para "todos os atores externos, inclusive a Rússia".

Desde o início da crise política na Venezuela no início deste ano, os EUA impuseram várias rodadas de sanções, visando os setores petrolífero e bancário do país, bem como indivíduos ligados às autoridades do país.

A Venezuela está sofrendo grave crise política desde janeiro. Junto com outros países ocidentais, os EUA apoiam Juan Guaidó, que se proclamou presidente interino da Venezuela. Ao mesmo tempo, Rússia, China e Turquia, entre outros…

Analista político explica por que não pode haver armas nucleares na Crimeia

Notícias sobre a presença de armas nucleares na Crimeia foram classificadas como falsas pela porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova. O cientista político Vladimir Dzharalla explicou por que a Rússia não tem intenção de colocar armas nucleares na península.


Sputnik

A porta-voz russa comentou durante briefing, ocorrido na quinta-feira (13), o artigo publicado no jornal The Guardian do comissário europeu para a Segurança, Julian King, sobre a situação no estreito de Kerch.


Vista da janela do avião da cidade de Sevastopol, localizada na península da Crimeia (Rússia)
Sevastopol, Crimeia © Sputnik / Vitaliy Belousov

De acordo com King, a Rússia estava se preparando para "apreender navios no mar de Azov", para o qual espalhou falsas acusações contra a Ucrânia.

Zakharova comentou dizendo que "é difícil de entender por que uma pessoa divulgaria tais notícias falsas", classificando as declarações do diplomata como "ficções". Já a Duma de Estado da Rússia chamou essa afirmação de vazia.

Outra alegação infundada veio por parte do chanceler ucraniano Pavel Klimkin, que acusou a Rússia de militarizar a península, afirmando que o país transformou a Crimeia em uma enorme base militar.

Em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, o especialista da Crimeia, Vladimir Dzharalla, comentou o assunto.

"Se alguém declarar que existem armas nucleares na Crimeia, então eu gostaria primeiro de obter provas. Acredite, elas são sempre inequívocas. Há um segundo ponto: esta colocação é uma violação das obrigações internacionais, o que é absolutamente atípico para a Rússia", disse o analista.

Dzharalla afirmou que a Rússia segue à risca todas as leis e tradados negociados, e acrescentou que a publicação de King é uma tentativa de acusar Moscou "com o propósito de justificar um passo bastante perigoso" sobre essa questão.

"Há um terceiro ponto que é técnico: armas nucleares, em virtude de suas capacidades, podem ser aplicadas a partir de qualquer ponto, em que estão localizadas na Rússia. Portanto, não há problemas a este respeito", comenta o especialista da Crimeia.

Em 25 de novembro, ocorreu uma violação da fronteira russa por três navios da Marinha da Ucrânia, resultando na detenção dos navios e de 24 tripulantes a bordo. Segundo o presidente russo, Vladimir Putin, a invasão hostil foi intitulada de "provocação" e usada como pretexto pelo líder ucraniano para aumentar sua baixa popularidade às vésperas das eleições.

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