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Prestes a 'ganhar' território do tamanho da Arábia Saudita, Brasil carece de recursos para defesa

A ONU deve ratificar no próximo mês, o pleito brasileiro em estender sua faixa de águas jurisdicionais em pelo menos 2,1 milhões de km², uma área equivalente à extensão da Arábia Saudita. Para especialista ouvido pela Sputnik Brasil, movimento precisa vir acompanhado de modernização da Marinha.
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Como a Sputnik Brasil mostrou em maio, a demanda já dura há pelo menos 30 anos e tem relação com medições técnicas sobre o ponto onde termina o Brasil continental e até onde é lícito explorar as águas do entorno. O mar territorial brasileiro têm atualmente cerca de 12 milhas náuticas (22 quilômetros) na faixa de água e uma zona econômica exclusiva de 200 milhas náuticas (370 quilômetros). Na parte de solo e sub-solo, área na qual o Brasil pleiteia a extensão, há um limite de mais 200 milhas regulamentadas.

Responsável pela proteção da área oceânica, a Marinha brasileira vem desenvolvendo pesquisas na região desde 2004. Os militares já identificaram potencial possibilidade de exploração de …

Caro e pouco confiável: Taiwan se recusa a comprar caças americanos F-35B

Por considerar os caças norte-americanos F-35B pouco confiáveis e demasiado caros, Taiwan desistiu da compra, segundo a revista The National Interest.


Sputnik

O especialista militar russo Vasily Kashin comentou à Sputnik China os motivos da desistência de Taiwan de comprar esses caças de decolagem e aterrissagem verticais em pista curta.


Caça F-35B
F-35 Lightning II © AP Photo / Ross D. Franklin

Em vez do caça F-35B, Taiwan espera adquirir um total de 72 caças F-16V, disse à revista um jornalista militar, citando suas fontes. O fornecimento estimado de 66 caças aumentará as capacidades de combate da Força Aérea da ilha, sendo que 6 substituirão os caças F-16A/B, entregues nos anos 90, que estão inoperacionais.

O caça norte-americano F-16V Viper é a modernização mais recente e mais avançada do caça F-16. Esse caça é equipado com aviônica de quinta geração, com um radar de varredura eletrônica ativa, novos sistemas de transmissão de dados, modernos equipamentos de cabine e capacidades do sistema de autodefesa a bordo significativamente incrementadas.

Taiwan já assinou um contrato com a Lockheed Martin para modernizar os atuais caças F-16A/B para o nível F-16V e também considera necessário aumentar sua frota de caças desse tipo para 72 unidades.

Por um longo tempo, o caça F-35B foi considerado a melhor opção para a Força Aérea de Taiwan. Mas o fato é que, no caso de um conflito armado com a China, a defesa aérea taiwanesa operará em condições sensíveis. Os aeródromos militares da ilha estão localizados na zona de destruição garantida dos mais de dois mil mísseis balísticos e de cruzeiro chineses de curto e médio alcance e provavelmente serão submetidos a bombardeios maciços nas primeiras horas do conflito.

Como solução para o problema, foram consideradas a compra de aeronaves de decolagem vertical F-35B e a criação de inúmeras plataformas de pouso e abrigos subterrâneos na costa leste da ilha, mais distante do continente. Os F-35B também teriam maiores chances de sucesso caso o Exército chinês venha a usar os sistemas de mísseis de longo alcance, como o S-300PMU2, o S-400 e as mais recentes modificações do HQ-9. Esses sistemas permitiriam atingir todo o espaço aéreo sobre o estreito de Taiwan e parte da ilha. No caso de a Rússia vender à China os mísseis 40N6E para o sistema S-400, com um alcance de até 380 km, todo o espaço aéreo da ilha estaria sob ameaça. A eficácia das tecnologias usadas nos F-35 no confronto com os modernos sistemas de mísseis russos e chineses é uma questão em debate, mas está claro que esta aeronave é um alvo mais difícil para a defesa aérea.

A decisão da Força Aérea de Taiwan de desistir dos F-35B, pelo visto, deve ser encarada como resultado de uma avaliação não muito boa pelos militares taiwaneses das reais capacidades de combate dessa aeronave, com as quais eles puderam se familiarizar. É óbvio que os problemas operacionais bem conhecidos dos F-35, como um número significativo de falhas e restrições contínuas ao uso de certos tipos de armas na ilha, ainda são sérios. Ao contrário de muitos outros países, Taiwan simplesmente não pode se dar ao luxo de investir recursos significativos em uma máquina ainda "em bruto", com capacidades de combate pouco claras.

Comprar caças F-35 exigiria enormes recursos e se tornaria um importante fator irritante nas relações com Pequim, enquanto os benefícios permaneceriam obscuros. Em tais condições, os F-16V tornaram-se a opção mais realista. Não está totalmente claro se tal aeronave terá vantagens significativas sobre os mais recentes aviões de combate chineses de quarta geração, como o J-10C e o J-16.

Mas devemos ter em conta que a importância geral da força aérea para a defesa de Taiwan diminuirá gradualmente devido ao desenvolvimento do arsenal chinês de mísseis de alta precisão. Pode-se esperar que a próxima prioridade de Taiwan sejam os vários tipos de sistemas de defesa antiaérea baseados em terra, que têm uma chance maior de sobreviver aos ataques com mísseis chineses.

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